
Blog criado com o intuito de possibilitar diálogos poéticos através de uma criação interativa entre seus participantes. Poderá ser proposto um tema com uma ilustração, ou ainda, apenas a ilustração, para que cada um expresse suas impressões de forma criativa, construindo um texto de origem coletiva. Esse texto poderá pertencer a qualquer uma das categorias, quer seja prosa, conto, poesia, soneto etc. Dêem asas à imaginação...
sábado, 31 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Mistério D'Amor
Um mistério que trago dentro em mimAjuda-me, minh’alma a descobrir…
É um mistério de sonho e de luar
Que ora me faz chorar, ora sorrir!
Viemos tanto tempo tão amigos!
E sem que o teu olhar puro toldasse
A pureza do meu. E sem que um beijo
As nossas bocas rubras desfolhasse!
Mas um dia, uma tarde… houve um fulgor,
Um olhar que brilhou… e mansamente…
Ai, dize ó meu encanto, meu amor:
Porque foi que somente nessa tarde
Nos olhamos assim tão docemente
Num grande olhar d’amor e de saudade?!
ME ENCANTE
Me encante, para que eu possa me dar…
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…
E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…
Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva….
Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade…
Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!
PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
NÃO HÁ VAGAS
NÃO HÁ VAGASPara caminhos,
Que anulam passos.
Para mágoas doloridas.
Que fere e que incita.
Para os injustos,
Que ceifa a esperança.
Para egos que se alimentam,
De dores alheias.
Para mentira,e seus acessórios.
A verdade é que hoje,
A prioridade foi para aqueles,
Que fizeram aliança
Com a lealdade e fidelidade
De caráter.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
DESFOLHEI
Desfolhei o meu sentir
Como se fosse uma flor
E vi pétalas a abrir
Em lindos sonhos de amor
Vi a alma adormecida
Mais parecia sonhar
Talvez com uma outra vida
Que não consegui lhe dar
Desfolhei a madrugada
E vi do dia a sair
A mais bela desfolhada
Na eira do meu sentir
Pensei desfolhar a verdade
Foi demais a ousadia
Desfolhei minha saudade
Que eu pensava que dormia
Desfolhei com emoção
O teu sentir que loucura
E vi pétalas de paixão
Com muito amor e ternura
Quis desfolhar os teus beijos
E acabei por desfolhar
As loucuras e os desejos
Que tinhas para me dar.
TERCETOS (VÁRIOS)
Não sei bem que chamar-lhes...pensamentos? IMAGINAÇÃO?
Ou Haicais?TERCETOS?
Coisas minhas....APENAS!.
I
Flor desfolhada
ao orvalho da madrugada
Pobre coitada!.
II
Movi-me à volta do sonho
O que vi? Nada risonho!
Mundo tristonho, também ali.
III
Sonhei o que eu era
Imagem imprecisa
Sombra do que fui.
IV
Húmidos vidros de Novembro
Morre a última rosa
Dela me lembro, vistosa.
V
O silêncio é leve
Resvalam palavras, bravas!
A vida é breve!
VI
Quem é esta mulher?
Esta a do retrato?!
A chorar desato...
VII
Frusta-se o tempo...tudo destrói
Morre o lamento
Surge dor que dói.
VIII
Desenleia o novelo
Vida sem história, sem memória
Caí no gelo.
IX
Presente enclausurado
Amanhã abismo, cismo!
Sonho o passado.
Apenas uma brisa...

Apenas uma brisa…
No meio deste oceano profundo e imenso
Contemplo o mar
Minha eterna paixão...
Percorro o horizonte tentando ver
Além de ti as estrelas que vivem em mim...
Atravesso águas de poesias para te encontrar
Além de mim e deste amar
Desde sempre e tanto além
Simplesmente o anseio de sentir... Este amor por ti!
Naufragando carente e esquecida
Errei o caminho... Não acho saída... Perco-me e a ti!
Vencida por esta paixão de alma ardente
Olho para o céu e qual um pássaro rompendo na madrugada
Procurando seu destino voando sobre um vácuo do nada...
Sou qualquer lenda que aconteceu em ti
Deste amor que habita somente em mim
Sou Apenas uma brisa leve que em ti soprou...
No meio deste oceano profundo e imenso
Contemplo o mar
Minha eterna paixão...
Percorro o horizonte tentando ver
Além de ti as estrelas que vivem em mim...
Atravesso águas de poesias para te encontrar
Além de mim e deste amar
Desde sempre e tanto além
Simplesmente o anseio de sentir... Este amor por ti!
Naufragando carente e esquecida
Errei o caminho... Não acho saída... Perco-me e a ti!
Vencida por esta paixão de alma ardente
Olho para o céu e qual um pássaro rompendo na madrugada
Procurando seu destino voando sobre um vácuo do nada...
Sou qualquer lenda que aconteceu em ti
Deste amor que habita somente em mim
Sou Apenas uma brisa leve que em ti soprou...
Subscrever:
Mensagens (Atom)



