domingo, 12 de dezembro de 2010

Nonsense lilás combina com o blog ?




Si, si, si Calderon de La Barca ! si por supuesto que  vida é sonho , se é bem mais que a luz difusa do abajur lilás, se é o leva e traz de nossos sonhos e devaneios, escorregões, tropeços, declives, boleros,rumbas e meneios, se a vida é tudo aquilo que parece, se é um começo sem fim, uma primeira vez, um pão tostado errado então põe a trilha adequada e segue dançando conforme a música, reinventa sua cor preferida, cutuca a ferida que ela sangra mas se cura.A cor do blog entre o lilás, purple,roxo é a pueril identidade assumida contra a lógica da seriedade, a contradição do homem de comunicação bem posto, o aposto do meu próprio vocativo, uma epígrafe sem graça no jardim das desistências. Eu não falo mais de ausências pois jamais poderei estar em todos os  lugares. E viva esse dezembro de um ano que pra mim já se extermina. Cai a noite. Durmo sem sonhos.

12 Dezembro 2010

Pai Natal

Querido Pai Natal...
     Nestes dias, iguais a tantos outros...em que o mundo, dizem girar em torno do Sol, e em que as flores, não mais fazem do que encantar a paisagem e encher todo o nosso mundo de doces e confusos aromas...fui uma boa menina...agridoce quanto basta, porque nem só de mel vive o Homem...
Vivi tudo o que consegui, muito mais terá havido para viver...virei costas, porque sim!
Não deixei que o meu pensamento me atrapalhasse as palavras...fui assertiva...sei que sim!
Ajudei, até talvez quem não precisasse de mim...às vezes até os pés pelas mãos meti...
     Ri...Chorei...bem sei que magoei, mas só porque quis!
Não sou dada a falsas ideias, nem tão pouco a fazer de conta que tudo esteve sempre bem!
     O melhor de um ano...as mãos e os abraços...o beijo e o amor...o carinho e o perfume...de alguém que um dia...esteve guardadinha dentro de mim...hoje cresce...aprende...vive como ninguém...descobre...cai...levanta-se e com um brilho nos olhos...sempre com mais sede de vida...simplesmente diz que me adora e sorri!
     Pois é Pai Natal, esta carta não é para ti...é para todos os que da minha vida fazem parte, é para os que fazem arte pela sua imaginação...para os que dizem que não e que sim...para os que querem e não querem...para os que riem e choram...para todos aquelas pessoas, que mais não são do que isso mesmo...pessoas...às vezes más e por vezes boas...
Não quero uma prenda...quero vida...
    

A prostituta azul (VIII) - Remendos

Ao segundo final serão nove horas, três minutos e quinze segundos. Faz anos que digo bom dia (?) aos alheados, brinquedos que acordam e se movem ordenados pelo instante gémeo do anterior. Hoje, um deles tem o fio partido num dos cantos dos lábios, o esquerdo. Tem um aspecto estranho, sorriso pendurado à direita; tenho aqui um pincel, ainda bem, posso emendar do outro lado se misturar a tinta rosa com a vermelha. Parece-me muito melhor, agora. Já desenhei muitos semi-sorrisos bonitos, parecem até verdadeiros, parecem mesmo mais verdadeiros que os normais puxados por fios que adormecem na cara dos sonolentos, é que o sono que vem do escuro permanente é muito contagioso, todos sabemos disso excepto os brinquedos que somos nós. Espreitou o espelho e depois o bolso e esticou os papelinhos coloridos de feio, saiu com três saltinhos leves que lhe pareciam condizer com o remendo de felicidade que veio comprar. Bom dia (?!).

A prostituta azul (VII)

A dor que não dói na ferida é dor que dói na dor. Quando nem ferida existe é - por vezes - a dor dos que gozam a vida que sentem, porque algo sentem, nem que dor seja. Assim, poderá a dor dar um gozo obsceno, quase violento aos que a sentem, se antes incapazes de algo sentir ou incapazes de outra coisa sentir. Só quem morre não sente; eu vi a dor ressuscitar de prazer quem se julgava condenado a uma morte colada ao nome. O toque cruel, vestido de violência fria, estalava na pele submissa, nua; despertava do sono as gargalhadas de pasmo inundadas, roucas de um desprezo recém-adquirido pelo entorpecimento. Tudo estava duro, nítido; a realidade fervia uma ejaculação precoce que agora poderia escorrer numa doçura de contrastes vivos, tão vivos, apiedados. E ela? Ela bateu-lhe mais, por dó, por pena, por delicadeza, por compaixão; bateu-lhe mais, bateu-lhe até ao princípio. O homem deixou a morte, deixou os papelinhos coloridos de feio e foi-se embora. Ela morreu um pouco que nunca mais reanimou e nunca mais o reanimou.

A prostituta azul (VI)

O homem mais nu de todos não tirou a roupa, não tirou a roupa. Estava despido dele. Queria a pele de volta. A pele rasgou-se como os tempos. Tantos homens atravessavam, vazios; atravessavam vazios. Chegou aqui. Pedia o seu eu, que lhe encontrasse o eu, um eu que pudesse ser. Um eu qualquer. Depois, leu na pena que orbitava sob as pestanas da mulher. Já era um qualquer. Sem um eu. A fúria chorou muito. Guinchava o desalme. O desalme guinchava. Estava sozinho sem alma. Estava sozinho, sem alma. Estava, sozinho, sem alma. E viu a alma da mulher na frente dele, de porta entreaberta e janela bem fechada. A fúria cantava alto. Baixou as calças pelos joelhos e deitou-lhe a mão aberta à cara, os dedos aos olhos. Uma alma cega pode ser extraída. Dizem que as prostitutas são muito fundas e, por isso, conseguem esconder a alma em sítios que não se podem alcançar. Sujou-a muito; o órgão pendia, absurdo. O corpo na sua frente, de alma ausente, percebeu. Julgou-a desalmada. Riu. Atirou os papelinhos coloridos de feio, muitos, ao chão e saiu, a gargalhar fúria, gozo, feliz. A prostituta fechou a porta entreaberta e chamou a alma de volta. O seu trabalho estava concluído, tinha vendido mais uma ilusão.

Trinta euros

Sentou-se ao balcão. Agora, os olhos já boiavam no copo vazio. Devolveu-os às órbitas e atirou-os para a porta. Entravam homens que eram gargalhadas; entravam homens que eram solidão; entravam homens que eram palhaços mascarados de guerreiros; entravam homens que eram estilhaços; entravam homens que eram fantasmas; entravam homens que eram mendigos; entravam homens que eram ironias; entravam homens que eram vazios; entravam homens que eram vitórias; entravam homens que eram sarcasmos, entravam homens que eram ruídos; entravam homens que eram silêncios; entravam homens que eram as coisas que eram antes de ser. Entrou o homem que pediu três beijos para lhe encher o copo e caminhos para lhe encher o corpo. Soletrou fome por extenso. Mas ele não soube repetir. Então pediu-lhe trinta euros. A pensão ali ao lado...

A prostituta azul (V)

O homem velho, pequeno, gorducho, perdia-se na imensidão da enorme cama que tinha exigido. Agora, já nu, não parecia tão seco no contraste do luxo do quarto com a nudez mirrada que o espelho parecia querer reflectir ostensivamente; os espelhos divertem-se sempre a ampliar o que nos mirra, a aumentar o que nos diminui. Parecia um bebé muito feio, apatetado, absurdo em lençois de cetim; tanto luxo, tanto luxo e a pele vazia até de ar. Olhava-o com a ternura que a fragilidade lhe inspirava, a ternura dedicada aos que são pobres de espírito, aos que no fim das idades se apercebem iguais aos outros apesar da carga pesada de papelinhos coloridos de feio nos bolsos; a ternura dedicada aos que, por só no fim da idade se perceberem iguais, são - porque são e porque se sentem - ainda menores; a ternura dedicada às crianças de tolice egocêntrica a quem tentamos explicar a empatia porque é raiz da árvore do carácter. E os olhos dispararam, na direcção do velho, a nostalgia carregada nas pupilas. Debateu-se no cetim, atordoado, encolhido, pequeno e chorou. O bebé muito feio. Chorava. Chorava para não morrer já. Deitou-o no colo e embalou-o. "Pequenino, meu pequenino, todos os pássaros terminam em penas porque viveram a voar. Nós vivemos em penas para terminarmos em voo." Embalou, embalou, embalou e o homem estremeceu e sossegou. Foi então que lhe agarrou nos seios para se alimentar...

A prostituta azul (IV)

O deserto escorre no peito do homem. Ouviu a areia gemer alguns grãos molhados, eram lágrimas secas, esfolavam-lhe os cotovelos. Abriu-lhe a camisa, dedilhou os botões ensopados de madeira crua, tapou os ouvidos para ouvir melhor e soprou. A areia caía-lhe das pestanas; os olhos abriram-se, arranhados, contra o ventre nu e tentaram adivinhá-la livre da nudez. Queria beijar uma mulher vestida. Aquela, sim, que sabia soprar. Os papelinhos coloridos de feio compram actos mas não compram vontades nem sopros. E ela soprou. O resto? Já tinha visto tudo, já tinha feito tudo o que lhe vendiam por papelinhos coloridos de feio. Disse-lhe que podia ir. Que era tudo, nada mais queria. Ela entendeu. Alguns gostavam de bailarinas, outros de pés e de mãos: o homem queria comprar uma ilusão; as ilusões vendem-se como são compradas, tal e qual como são. Vestiu-se. E disse ao homem que ficava porque queria ficar. Ficar no beijo que despe...

A prostituta azul (III)

A Lua estava deserta. Hesitou entre o elevador desengonçado e a enorme escadaria; o homem parecia demasiado grande e pesado para os dois. Não tinha medo dele porque observara a forma delicada como transportava um saquinho rosado de aspecto leve e suave a contrastar com uma "paquidermice" vermelhusca e ofegante no corpo suado... Rangeram até ao andar de cima. Prima, quero um quarto. Da garganta do imenso homem soltou-se novamente a voz fininha e melodiosa: "o maior que tiver, por favor". Entraram. "Espero que dances, espero que dances" - cantava ele enquanto a música tocava suave; o rádio saído do saquito em cima da cama, ao lado o maillot e as sapatilhas. "Vestes? Vestes? Espero que dances, espero que dances." Vestiu e dançou, delicada. O homem chorava: "não morreste, afinal nunca morreste". Agarrou-a; os pés descalços, grosseiros, debaixo dos dela, rodopiaram-nos - leves - pelo quarto. "É a última dança, é a última dança." Beijou-a; a dança estremecia nos soluços do homem-montanha. Baixou as calças e molhou as sapatilhas de bailarina. Deitou-a e despiu-a. Guardou tudo no saco e foi-se embora. Os papelinhos coloridos de feio ficaram deitados na cadeira, alheios ao cenário. Ainda o ouviu ranger as memórias na escadaria.

A prostituta azul (II)

Todos os dias escreve linhas. Escreve linhas para cozer peitos abertos. O homem viu os fios das palavras desfiadas a formar linhas que desejou que lhe fossem dedicadas. Olhou para o peito, já pouca coragem tinha de se encarar pelo coração. Deitou-lhe os dedos ao braço para fingir que tinha caninos nas falanges; olhava-lhe os seios, de olhos ofegantes, fingia que só os desejava e entraram na pensão. Mas quando se deitou na cama, só despiu a camisa.

A prostituta azul

O homem tinha sido azul, nos tempos em que tinha sol que o aquecia. Agora, o azul empalideceu de cinzento. Agarrava todos os bocadinhos dessa cor que ainda lhe sobravam; nos cinzentos doía sempre uma dor vestida de prata aguçada, vestida da vida que sonhou um dia e que agora tinha e não sentia. Disse-lhe que lhe queria o corpo. Deu-lhe muitos daqueles papéis coloridos de feio que tinha na carteira. Deitou-a na cama e procurou os pedacinhos de azul que moravam no calor do sol dela.
12/12/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 11/12/2010 às 16:11:50

Horóscopo do Dia

Os sagitarianos são independentes e realizadores. A figura do Centauro é muito forte. Metade homem, metade cavalo, e isso forma uma combinação muito positiva, porque a força do raciocínio, as vibrações íntimas e a tenacidade estarão sempre unidos numa só criatura.
Poderão acumular fortuna apenas das intempéries da vida. Estão sujeitos à gula, ao sensualismo exagerado e à dispersão de suas forças.
Alerta
Os nativos de Áries passam o dia no alerta, e os astros indicam a rotina como melhor caminho. Evite assumir compromissos que não terá condições de cumprir. Cuidado com sua impulsividade. A diferença de opinião pode estremecer sua relação.
Quem nasceu hoje
É uma pessoa fina, educada e caritativa. Alcançará sucesso em carreiras em que o comando e análise sejam imprescindíveis. Gosta das coisas no seu devido lugar. Receberá apoio da família, que estará ao seu lado em todos os momentos. Analítico, empreendedor e organizado.
Dicas da Dirce
Dirce Alves meu nome Mario C. Ribeiro. Gostaria de ter uma simpatia para venda de carros e os meus números da sorte. *** Amigo Ribeiro os seus números para jogos são: dezenas 01-10-25-30-36-43-52-61 - milhares 1789 -0953. *** Simpatia para venda de carro: passe um pano novo dentro e fora do seu carro com a seguinte mistura: arruda, guiné e semente de girassol com um pouco de água e anil, enquanto estiver fazendo isso reze um Pai Nosso e uma Ave-Maria, o pano você deve deixar dentro do porta luva. Logo conseguirá diversos compradores. ***
Sua carta ou e-mail será atendia neste espaço, escreva para: Dirce Alves - Caixa Postal 504 - CEP 80011-970 - Curitiba PR., e-mail -bomdiaastral@bomdiaastral.com.br.

A Água e os signos

O ciclo da água remete para o mito do eterno retorno e ao princípio dos vasos comunicantes que favorecem a regeneração. A água cai do céu, penetra na terra e reaparece na superfície sob a forma de fontes, córregos, rios, que desembocam nos mares e nos oceanos. O fogo e o calor do Sol provocam a saturação e a condensação do ar, a evaporação da água dos mares e dos oceanos, a formação das nuvens, constituídas por partículas de água líquida ou sólida, empurradas pelo vento.

Sob o efeito das pressões atmosféricas, os aguaceiros e as precipitações caem sobre a terra. Se a água da chuva não caísse do céu, a terra não seria nem fecunda nem fértil, mas seca e estéril. Por esta razão, é uma verdadeira fonte de vida. Se a terra não filtrasse, nenhuma fermentação seria possível, as sementes não poderiam transformar-se. A água é o grande princípio da regeneração e da metamorfose.

Assim, a água segue um ciclo relativamente imutável, que vai do estado líquido ao sólido, sem esquecer o gasoso, e reproduz-se aproximadamente trinta e quatro vezes no decorrer do ano terrestre, segundo observações científicas.

Os signos de água

Câncer - água que brota da nascente, pura e purificadora, a da fonte refrescante nessa época do ano em que o sol está no seu zênite. As águas-mães encerram todas as formas de vida possíveis. É a sensibilidade das superfícies das águas, nascidas das correntes quentes e frias que se misturam. É o movimento das ondas que acariciam as margens, o ritmo que a Lua marca nas marés.

Escorpião - é a água estagnada, a dos açudes, dos pântanos, dos reservatórios, a dos mistérios. É a água que fermenta, penetra e regenera a terra em profundidade. É a unidade escondida sob a terra. É a água do poço, das correntes freáticas. São as águas secretas, ocultas sob a areia do deserto, onde vivem os escorpiões e as serpentes. É a água de dorme, serena, rica em limos, dos quais surgirá talvez uma nova vida.

Peixes - é a água dos abismos, dos fundos submarinos e também das imensidades dos oceanos. A água exultante, torrencial, caótica, do dilúvio e das tempestades, das inundações. Mas é também a que limpa, alivia, cura, abençoa, sacraliza, diviniza; a água pura, límpida, do lago no qual o homem encontra seu rosto, descobre sua alma e se afoga a si mesmo ou encontra a luz. É a água da vida, a água celeste na qual se mergulha para nascer ou renascer a si mesmo.
***
Áries - A tendência do ariano para assumir riscos nem sempre é limitada à situação perigosa. Ele pode ganhar uma medalha por bravura, ou simplesmente a reputação de ser o motorista mais negligente e perigoso da vizinhança.

Touro - O taurino demora para ser provocado, mas quando o é, torna-se feroz e difícil de ser enfrentado. Especialmente no casamento, seu mau humor tem mais probabilidade de ser desencadeado pelo ciúme.

Gêmeos - A dualidade do geminiano é uma parte importante de sua natureza, e seria desavisado tentar opor-lhe obstáculo; ele precisa de muita variedade e mudança. Entendia-se com muita facilidade.
Câncer - O canceriano embora aborreça rapidamente os amigos com comentários inesperados e palavras com dureza, é supersensível a críticas. Mas, sob esse exterior como uma forma de proteção.
Leão - O surpreendente é que os leoninos costumam ser suscetíveis e fáceis de magoar. Não que demonstrem isso, se um leonino é tratado com injustiça, demonstrará grande magnanimidade.

Virgem - A força motriz do virginiano é "servir"e, de um modo ou de outro, isso o gratifica. A precisão e a ordem são naturais para ele e acompanham uma pureza que, conforme sugere o nome do signo, é semelhante a virgindade.
Libra - Os librianos não aceitam suas derrotas e procuram resolvê-las da melhor maneira. São grande artistas e fazem tudo com um toque de classe. Mas são temperamentais e até meio ranzinzas.
Escorpião - São donos de um intelecto elevado, conseguem com o seu conhecimento atingir o reconhecimento público não importando a área em que atuem. Conseguem conquistar seu lugar ao Sol.

Sagitário - O simbolismo que dá ao emblema sagitariano, uma seta apontada, visando direto ao alvo, e freqüentemente o corpo de um cavalo é significativo. Ele costuma se dedicar ao hipismo,bem como a outros esportes.
Capricórnio - Os capricornianos tendem a ser convencionais, e acham particularmente difícil se identificar com a liberdade emocional e a permissividade de seus contemporâneos mais jovens.
Aquário - Embora seja muito a favor de reformas e mudanças, e do avanço da condição humana, ele pode igualmente ser obstinado, moderno de aparência, mas firme nas suas opiniões.

Peixes - A torrente emocional do pisciano é tão forte e profunda, que ele mesmo pode ser confundido e atormentado por ela. Quanto mais conseguir impor-lhe uma forma criativa, mais chances terá de se pôr de acordo com ela psicologicamente.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A carta para o dia: A imperatriz

Estava eu preparando meu texto sobre esse ano que esta em vias de finalização, e claro, abordando o assunto arcano do ano, acabei escrevendo sobre ela, a toda poderosa A imperatriz, que foi o Arcano regente de 2010.
Acho que a energia ficou tão forte por aqui que ela resolveu em sinal de aprovação se fazer presente no dia de hoje.
Então o dia de hoje é ideal para se estar com elas, as mulheres da nossa vida:mãe,esposa, namorada, enfim, de se voltar para a familia, que também de forma feminina,esta inserida na simbologia dessa carta.
Mas também e dia para usar de criatividade, ja que essa mulher tem muitos dons, sejam eles domesticos, artisticos ou profissionais.
Portanto um domingo ideal para escrever, desenhar, pintar, cozinhar, da uma ajeitada no visual, estar perto de alguém interessante, enfim: seja como for, um domingo para dar aquele toque feminino em nossa vida.Beijos!
E sobre o texto, semana que vem estará no blog.

domingo, 12 de dezembro de 2010


MENSAGEM DA CRIANÇA AO HOMEM

Construísse palácios que assombram a Terra; entretanto, se me largas ao relento, porque me faltem recursos para pagar hospedagem; é possível que a noite me enregele de frio.

Multiplicaste os celeiros de frutos e cereais, garantindo os próprios tesouros; contudo, se me negas lugar à mesa, porque eu não tenha dinheiro a fim de pagar o pão, receio morrer de fome.

Levantaste universidades maravilhosas, mas, se me fechas a porta da educação, porque eu não possua uma chave de ouro, temo abraçar o crime, sem perceber.

Criaste hospitais gigantes; no entanto, se não me defendes contra as garras da enfermidade, porque eu não te apresente uma ficha de crédito, descerei bem cedo ao torvelinho da morte.

Proclamas o bem por base da evolução; todavia, se não tens paciência para comigo, porque eu te aborreça, provavelmente ainda hoje cairei na armadilha do mal, como ave desprevenida no laço do caçador.

Em nome de Deus que dizes amar, compadece-te de mim!

Ajuda-me hoje para que eu te ajude amanhã.

Não te peço o máximo que alguém te venha a solicitar em meu benefício...

Rogo apenas o mínimo do que me podes dar para que eu possa viver e aprender.

domingo, 12 de dezembro de 2010


Quando te espero, te quero

Preciso dizer quando te quero
Pois também amo a solidão
Te quero quando te espero
Na espera, bate forte o coração
Sinto que tu és tudo que quero
Minha fonte de inspiração

Há muito tempo que me inspiro
Na paz do amor, doce emoção
Nos momentos que te espero
Tudo penso, é um turbilhão
Na tua chegada até suspiro
Explode em festa o coração!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sol a 21º de Sagitário - Respaldo

Símbolo do dia : Um menino e um cachorro com óculos emprestados
SA 21. Um mago, o chapéu sacerdotal na fronte, dirige sua vareta para dois triângulos entrelaçados, sobremontados por um terceiro, em um gesto de conjuração. 
ou - Um mago, com a tiara na fronte e o cetro na mão.

O menino precisa crescer e o cão, ser educado . Enquanto isto não acontece o faz de conta acelera o crescimento mediante a identificação com um mestre. A utilização da imaginação antecipa o futuro.Mas saiba, não basta utilizar óculos alheios.

Hoje é domingo, dia do Sol, regente de Leão e da sefira Tiferet.
Sol em Sagitário, Júpiter/Urano em Peixes e Saturno em Libra.

É,  o período não está fácil para o Sol Sagitariano, nos próximos dez dias, tsunamis podem aparecer (ou já apareceram) e mudar completamente a vida .O expansivo Sol Sagitariano enfrenta a dupla dinâmica Júpiter/Urano que peregrina em Peixes, acentuando a busca de novos horizontes e liberdade. Nada é suficiente... A insatisfação pode tão grande que o impede de apreciar e contar as bênçãos recebidas diariamente. Saturno Libriano faz parte deste processo, garantindo mínimo de estrutura e estimulando a  travessia do deserto como faz o camelo... Mercúrio continua dizendo que antes de atravessar o portal é preciso terminar o que ficou para trás



Na Árvore da Vida, o Sol Sagitariano  ilumina Malkut, o mundo do 1%. O espaço é dividido com Júpiter e Urano Piscianos o que acentua  o gosto pelos prazeres da vida. No entanto, o “bon vivant “ passa por um período  de avaliação, depuração e colheita ... O  ciclo está terminando, é preciso  refletir sobre todo o processo  e se esforçar para fazer as devidas correções para continuar caminhando : Quantas e quais foram as bênçãos recebidas? O que ofereci? 

 “Meus lábios enumeram todas as leis que proclamaste” – Salmos 119, vs. 13

Sagitarianos e Piscianos do último decanato : prestem atenção no que desejam e no que o corpo está pedindo. Utilizem também a imaginação para efetuar as devidas correções.Mas saiba, não basta utilizar óculos alheios.


Um excelente domingo a todos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Limiar


Somos ainda o limiar - espessa
nuvem embrionária.
Verdes,
imaturos crustáceos
emergimos
à superfície grávida
das ondas. Somos
o medo ou sua
improvável renúncia.
O que
sabemos do
amor, da morte, é só
difusa,
opaca,
luminosa fábula.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Gustave Courbet (1819-1877)

Pierre Joseph Proudhon and his children in 1853.

Minha pátria é minha língua

Inania Verba
Olavo Bilac (1865-1918)




Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
– Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...

O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Ideia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.

Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?

E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?