sábado, 30 de outubro de 2010

Ninfa


É um gostar gratuito, tem um quê que seduz.
não  só nas escrituras, que a revelam intensa
um vulcão, um tsunami, correnteza imensa.
Tem o dom da palavra, sensível, inteligência
uma beleza sem par, com doce brilho no olhar,
e um malicioso sorriso se revela no avatar.
Interessou-se por mim sem motivo,
mostrando  um carinho incontido,
espontâneo e também gratuito,
é isso que mais me atrai.

Pelo semi revelar de outro plano,
desvenda imagens e olhares, aumenta mais o gostar.
Interesse inusitado,  convite inesperado,
 disponibilidade exposta.
Recusa, insegurança, medo,
realidade se configura, se mostra
desproporção, constatação, devaneio

Rasgo de coragem, um contato...
revela-se humana, real, tanta modernidade, genial.
Entreabre o seu casulo, se desnuda, se mostra num pulo
as facetas se lapidam, transparentes, translucidas,
definições, opções se revelam, revelam-se também sutilezas,
nunca dantes demonstradas

Superação, garra, traquejo
configuram seu manejo
se aquieta, se planeja, aos poucos se reconstrói
novo ninho aconchego, felicidade chamego
cuida do fruto sem medo
mas a inquietude ainda roi

Dicotomia latente,
dualidade presente
morde o freio toma a rédea
refreia o Yng solta o Yang
fogosa como um mustang.

Risco, insano desejo, química num lampejo
uma ganância um esfregar
Tem um que de loucura, e isso pouco perdura
desfaz-se a formula impura, filtrada se depura
poe sentimentos a mesa, salga o rosto, se lava
logo volta a falar, a sorrir, a gargalhar

Outra vez se faz intensa, 
ao não revelar o que pensa
e sempre em breves lampejos
 a cada camada que mostra,  
configura-se mais densa
vestindo de céu o desejo

Lupus decantado, me rôo só de pensar
demonstra estima ferida
planeja vingança “Pro Bono”
Eu de inveja perco o sono
fosse porção de um Druida
e de insônia vou penar.


A ansiedade permeia, chega, aparece, some
 a procura é imensa, a preferência é normal
pra quem saboreia e come
com ela a saca de sal

O poeta e o poema




O poeta caça o poema, ou é caçado por ele?
a parceria avança numa criatividade afim
quando um quer dirigir e o outro permite
ou quando ambos entram num acordo
o poema silencia, mas o poeta o chama
o poema vem e vai, mas mostra sua porta
por onde o poeta entra uma vez mais


O poema é a alma do poeta
a clamar em versos
Por vezes o poema chama o poeta
sem por ele ser chamado
O poema é catarse
é alívio para a dor
Nunca um mero descaso
O poema é sentido nas entranhas
e pede para ganhar forma no branco papel
O poema traça linhas que em palavras
se representam em momentos de inspiração



Ao descobrir-se em campo aberto
o poema brinca com um girassol
toma-lhe cacoetes de mirar o astro
quer ser o próprio sol e consegue
pintar de cores todo abecedário e
ao não lhe conferir luz excessiva
faz-se avarento diante do poeta



Ah, mas o poeta o toma de assalto
pega papel e caneta
e o prende em limitado espaço
Poema sem traço se perde
no ar se vai com a brisa
Poema em liberdade
que traça no céu arco-íris
e dança no arrebol



Numa casa que cheira a maçã
mora o poema com duas irmãs
ambas entretidas em tecer lã
a Inspiração e a Febre Terçã
uma é atrevida, por vezes vã
a outra aquece o cantar da rã
ambas agitam até o bom divã


Num mar bravio é tal qua barco
perdido em meio a tempestade
sem quietude ou calma
explode em ondas que arrebatam
pulsando forte o coração
Poema que provoca maremotos
tempestades bravias em alto mar
Sentimentos que extremam
a paixão e o desesperar


O poeta entrega-se à faina diária
escreve coisas que surgem ao léu
atribui sua retórica a um gnomo
que pensa dormir em sua soleira
entretanto o poema é dono de si
jamais compra o gato pela lebre
confunde portanto até os eruditos



Ah, o poema ganha vida própria
quando surpreende seu poeta
com estórias que esse jamais viveu
Sonhos, talvez, inconscientes
Fantasias irreais e inconfessáveis
em palavras que se transformam em versos
e extrapolam seu próprio universo

Borboleta Roxa!

Conto de fadas!

O amor é um conto de fadas há tristezas e alegrias o que torna mais lindo e mágico...pois o amor vai muito além e domina nossas vidas quando é de forma adequada e conseqüente...pois o amor inconseqüente,improdutivo,incoerente e imaturo...só maltrata...machuca e provoca feridas profundas!!Há pessoas que não dão o menor valor para a beleza e a magia do amor...e depois voltam querendo reconstruir o que destruíram...isso é um absurdo e pura ousadia!!O amor é sensualidade,sedução,compreensão,atitude,confiança,respeito,interesse e fidelidade!!!Eu acredito sim...que existe amor além da vida...ilusão é acreditar que não existe este tipo de amor...falta base e conceito estabelecido!Mas devemos fazer a nossa parte...e escolher a estrada que queremos seguir e a ponte que queremos atravessar!Se escolhermos certo...nosso caminho terá só flores...mas caso ao contrário só terá espinhos!

Bruxinha Encantada!

Não sofrerei mais!

Não quero um amor tolo que não me acrescenta nada....pois quero e necessito de um amor maduro!!!Pois o amor tolo....nos machuca....pois é inconseqüente e pequeno!!!Não agüento mais sofrer por esta babaquice....desisto de uma vez por todas deste mar de rosas inventado e desta ilusão patética!!Conto de fadas não existe...pois se existisse seria tudo encantado....eu me iludi e me arrependo!Pois saí ferida e com muita dor....decidi que ninguém mais voltará a me enganar e não deixarei me enganar!Depois desta assustadora decepção e desta desilusão que só me provocou dor....eu mudei....e pra esta pessoa estou indiferente e distante!!!O amor está diferente e cada vez diminuindo...até ser levado pelo vento!Eu morria de amor por esta pessoa que nunca soube me amar....só fingia amor....e acreditei no amor que dizia jurar por mim...mas tudo não passou de uma tolice....e agora estou deixando este absurdo no passado....porque foi um erro que cometi me envolvendo com uma farsa....e estou tentando corrigir esta atitude....pois este erro me persegue....como a dor e o sofrimento deste amor sem classificação me persegue!!!É difícil mas vou me libertar...porque quero que este amor morra dentro de mim e suma para sempre... sem deixar marcas!!!Que o vento leve embora os sonhos sonhados e magia vivida deste amor estúpido!!!Foi lindo até o certo ponto....mas esta pessoa destruiu e ficou tudo sombrio!!!

Com o coração ferido,

Despedida

Com o coração ferido,
E a alma machucada,
Pelos desígnios da vida...
Com os olhos embaçados pelas lágrimas,
Esqueço finalmente a emoção,
E ouço somente a voz da razão,
E sigo o único caminho que me resta;
Esquecer definitivamente você...
Despeço-me dos sonhos que você plantou,
E que um dia alegraram a minha vida,
Das palavras que foram ditas,
E agora simplesmente por você esquecidas,
Esquecerei da sua voz que um dia me aqueceu...
Despeço-me das promessas feitas,
E do seu olhar que eu nunca vou encontrar,
Despeço-me também do sabor do seu beijo que não conheci,
E do seu abraço aconchegante que não recebi...
Despeço-me do seu corpo que nunca foi meu,
E de suas mãos que nunca tocaram as minhas...
Despeço-me das ilusões criadas,
E dos desejos tão sonhados...
E das asas que criei para romper as barreiras,
Despeço-me enfim de você...
Siga o seu caminho,
E permita-me que eu siga o meu,
Porque tenho certeza que você já me esqueceu...

Amarrados♥

A solidão dói muito...

Pois nós ficamos...

Isolados de nós mesmos...

Mas tem fim...

Quando o amor parte...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Das Razões!

"Daqueles que não formos capazes
de compreender as atitudes,
devemos compreender
as razões."

Do que vemos, ou queremos ver...

O que nós vemos das cousas
são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa
se houvesse outra?

Por que é que ver e ouvir seria
iludirmo-nos, se ver e ouvir
são ver e ouvir?

O essencial é saber ver, saber ver sem
estar a pensar, saber ver quando
se vê, e nem pensar quando
se vê, nem ver quando
se pensa.

Alberto Caieiro
In O Domador de Rebanhos


...pobre de nós e nossas manias de querer mudar
a essência do que se é, esquecendo-nos que
um 'cavalo' jamais será uma 'corça', ou
vice-versa, a despeito de nossos
desejos ou não.

pense nisso...

Shiuuuuu!!

As pessoas comuns falam
por experiência.

As sábias, por experiência,
não falam.

...quantos 'blábláblás' vazios
você já ouviu hoje?

pense...

Dos vazios existenciais!

Se tens medo da solidão,
não te cases.