sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DESFOLHEI

Folhas caindo - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5

Desfolhei o meu sentir
Como se fosse uma flor
E vi pétalas a abrir
Em lindos sonhos de amor

Vi a alma adormecida
Mais parecia sonhar
Talvez com uma outra vida
Que não consegui lhe dar

Desfolhei a madrugada
E vi do dia a sair
A mais bela desfolhada
Na eira do meu sentir

Pensei desfolhar a verdade
Foi demais a ousadia
Desfolhei minha saudade
Que eu pensava que dormia

Desfolhei com emoção
O teu sentir que loucura
E vi pétalas de paixão
Com muito amor e ternura

Quis desfolhar os teus beijos
E acabei por desfolhar
As loucuras e os desejos
Que tinhas para me dar.

Das chances de todos os dias

Todos os dias
Nos é dado gratuitamente
A capacidade de mudanças...

TERCETOS (VÁRIOS)

gale franey,imagensdecoupage.blogspot.com/

Não sei bem que chamar-lhes...pensamentos? IMAGINAÇÃO?
Ou Haicais?TERCETOS?
Coisas minhas....APENAS!.
I
Flor desfolhada
ao orvalho da madrugada
Pobre coitada!.
II
Movi-me à volta do sonho
O que vi? Nada risonho!
Mundo tristonho, também ali.
III
Sonhei o que eu era
Imagem imprecisa
Sombra do que fui.
IV
Húmidos vidros de Novembro
Morre a última rosa
Dela  me lembro, vistosa.
V
O silêncio é leve
Resvalam palavras, bravas!
 A vida é breve!
VI
Quem é esta mulher?
Esta a do retrato?!
A chorar desato...
VII
Frusta-se o tempo...tudo destrói
Morre o lamento
Surge dor que dói.
VIII
Desenleia o novelo
Vida sem história, sem memória
Caí no gelo.
IX
Presente enclausurado
Amanhã abismo, cismo!
Sonho o passado.

Apenas uma brisa...




Apenas uma brisa…

No meio deste oceano profundo e imenso
Contemplo o mar
Minha eterna paixão...
Percorro o horizonte tentando ver
Além de ti as estrelas que vivem em mim...
Atravesso águas de poesias para te encontrar
Além de mim e deste amar
Desde sempre e tanto além
Simplesmente o anseio de sentir... Este amor por ti!

Naufragando carente e esquecida
Errei o caminho... Não acho saída... Perco-me e a ti!
Vencida por esta paixão de alma ardente
Olho para o céu e qual um pássaro rompendo na madrugada
Procurando seu destino voando sobre um vácuo do nada...
Sou qualquer lenda que aconteceu em ti

Deste amor que habita somente em mim
Sou Apenas uma brisa leve que em ti soprou...


Se queres saber-me sou mulher de muitas delicadezas e mistérios.
Sou romantica, apaixonada,adulta mas ás vezes infantil, dependente do amor, da paixão...
Disfarçadamente ingênua , sagaz, viva, inteligente(às vezes)
Digo o que penso sem medo de obvias interpretações...Mas as interpretações erradas me incomodam...rsss
Sou doce e ao mesmo tempo agressiva quando ofendida,
odeio a mentira,mas minto às vezes (rsrsrs), a hipocresia, a grosseria, a prepotencia, a soberba.
Reconheço meus erros que são muitos, mas também sei de minhas virtudes!
Minha palavra chave é "AMOR"
Como vês sou uma "adorável" e comum criatura de Deus(rsrsrsr) Modestaaaaaa!

Alfabetos de fumo


O poeta não é a estrela da manhã
espargindo luz sobre o mundo
nem o mensageiro branco
que cruza os caminhos do pó e da insónia
carregando a boa nova.
Não é o messias apregoado
que navega desertos de perdição
com o facho aceso de todos os milagres
para exorcizar as dores do mundo.
O poeta não veio para salvar ninguém.
É feito do barro que coseu em lume brando
no suor ofegante das fornalhas
onde se molda a litania dos ossos
que rangem por dentro da noite
e do cristal de errantes sonhos
a desenhar na cal baça dos muros
a rima imperfeita de todos os destinos.
O poeta traz no soluço exaltado
a revolta de uma cegueira de sílabas
a abraçar chicotes de ventania
e um tambor de tinta a martelar metáforas
e a dar forma de lágrima
ao sal resignado das palavras
que lhe rebentam entre a espuma das mãos
na luz mortiça dos candeeiros de quarto
onde todas as sombras se congregam
desenhando o sobressalto dos sentidos
acantonados num enredo de raízes.
O poeta busca na métrica sinuosa do silêncio
as palavras que não nasceram ainda,
a alquimia secreta e efémera do verbo
a exorcizar uma agonia de asas trémulas.
Num minucioso ofício de redenção
mergulha na luz oculta dos labirintos
carregando sobre os ombros vergados
um remoinho de existências vencidas
e a caligrafia de uma febre sobressaltada
embutida na miragem fugaz do poema.
O poeta não se deslumbra com as jóias falsas
de uma quimera fabricada no plástico dos moldes
nem com o excesso de luz que desagua
na errância dos caminhos que vestem
o júbilo amordaçado de lúgubres claustros.
Sobre o fundo negro das tormentas
liberta da solidão ofegante das ardósias
a luz dos gritos incontidos
e tudo aquilo que espera para ser dito
no traço hesitante do giz
que sulca o nervo inquieto do verso
cerzindo com o cinzel encrespado dos dedos
a canção dolente das cinzas
nos proscritos alfabetos do fumo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

o silêncio é a regra

Fotografia de Mathew Solomon
tomada pela luz
a sala destaca
as vozes
que se calam

o manto elétrico
eterniza
o espanto

o silêncio é a regra
amedrontada da cegueira

o tato identifica
a porta

fechada.