Trago um relógio que chora no peito
Trago um relógio que chora no peito
O seu pêndulo gasto de tanto oscilar
Na loucura deste tempo de amar
Perdida neste tempo, sem me veres.
Acertas as horas vagas de paixão
E neste tempo que seduz
Caminhas nas trevas da noite
E eu sigo-te como um raio de luz
Iluminando o teu corpo
Num destino incerto
Quando nos amamos á sombra do luar
Desditoso templo onde vou naufragar
Rasgos de Sol em cada sorriso
Ondulantes corpos que se fundem
Num tempo único, preciso