sábado, 28 de maio de 2011

Monólogos de um louco


São vorazes
Os pensamentos
Que me chibatam
Constantemente
Estas já débeis
E tão frágeis
De carcomidas
Paredes
Em ruinas

Esborralhadas ruínas
Desta minha
Insana mente
Cujas fendas
Cada vez maiores
São passagens
Secretas
De bizarras demências
Que me vieram fustigar
A pacatez da vida

Passageiras clandestinas
Escondidas nos bolsos
Daquele outro
Que aos poucos
Me ocupou
O corpo
E me encarcerou
Para sempre
Nas masmorras
Do esquecimento
Despojando-me
De tudo aquilo
Que era meu!

De tudo aquilo
Que era eu...

Daquele que fora
Nada restou
Tudo da mente se foi
Se apagou...
Só o oco da razão
Ficou!

E por esse que eu já não sou
Não respondo
Nada digo
Pois que também
Nada sei

Deixem-me...
Exijo silêncio!

Que aqui
Agora
Mora um louco!
Um respeitável louco
Ainda que varrido
Da sua própria
Memória...

Depois da tempestade


Que memória restará do clarão branco
do relâmpago que acende a imensidão nocturna
quando a voz cega do trovão
rugir sobre o dorso sombrio das colinas?

E das águas que caem em bátegas possessas

saciando a sede profunda das valetas,
que recordações sobrarão pela manhã
quando o sol se incendiar num aforismo de luz?

Gastei todas as vidas a atravessar pontes

só para ver se me esperavas do outro lado do rio.
Com que mãos vou agora agarrar a eternidade
sabendo que nada restará da transparência do teu rosto
depois de passar o cortejo fúnebre da tempestade?

Ninguém saberá de mim




Ninguém saberá de mim
Meu segredo comigo morrerá
Aquele amor que jamais terá fim
Em mim e em ti permanecerá.

Ninguém saberá de mim
Procurem-me para lá do horizonte
Procurem o que restar de mim
Nada encontrarão, nem minha fonte.

Fonte onde matava a sede
Onde buscava minha energia
Fonte onde desfiava a rede
Aquela onde sempre vivia.

Mas ninguém saberá de mim
Esconder-me-ei de tudo
Esse meu triste fim
Será como o acabar do mundo.

Ninguém saberá de mim!

ATÉ QUANDO?



O vento rodopia
Em torno do meu rosto
Será Setembro...será Agosto?
Já nem recordo o dia.
Voam as aves da lembrança
Meus olhos já não sabem chorar
Mataram  a minha esperança
Sigo caminho,
donde não posso voltar.

Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.

Passa o vento com seus dedos
Zunindo aos meus ouvidos
Varre a morte e os medos
Liberta-me os sentidos.
Deixa um eco que perdura
E minha recordação se aviva
Lagos nos olhos, loucura
Nesta aventura à deriva.

Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

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Esta Vida 


Um sábio me dizia: esta existência,
não vale a angústia de viver. A ciência,
se fôssemos eternos, num transporte
de desespero inventaria a morte.
Uma célula orgânica aparece
no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
Homem, eis o que somos neste mundo.


Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um monge me dizia: ó mocidade,
és relâmpago ao pé da eternidade!
Pensa: o tempo anda sempre e não repousa;
esta vida não vale grande coisa.
Uma mulher que chora, um berço a um canto;
o riso, às vezes, quase sempre, um pranto.
Depois o mundo, a luta que intimida,
quadro círios acesos : eis a vida


Isto me disse o monge e eu continuei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um pobre me dizia: para o pobre
a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre.
Deus, eu não creio nesta fantasia.
Deus me deu fome e sede a cada dia
mas nunca me deu pão, nem me deu água.
Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa
de andar de porta em porta, esfarrapado.
Deu-me esta vida: um pão envenenado.


Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver,
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Uma mulher me disse: vem comigo!
Fecha os olhos e sonha, meu amigo.
Sonha um lar, uma doce companheira
que queiras muito e que também te queira.
No telhado, um penacho de fumaça.
Cortinas muito brancas na vidraça
Um canário que canta na gaiola.
Que linda a vida lá por dentro rola!


Pela primeira vez eu comecei a ver,
dentro da própria vida, o encanto de viver.

Realmente Mudar... De uma vez por todas: Mudar!

 
"Quantas vezes você já se deparou com a necessidade ou vontade de fazer uma grande mudança em sua vida?

Até ensaiou algumas, mas passado um tempo, se dá conta de que não mudou nada ou muito pouco diante do seu objetivo ou necessidade inicial.

Como conseguir então que essas mudanças efetivamente aconteçam e sejam duradouras?

Mas, antes de comentar algo, sobre recursos para promover e obter mudanças que deixar claro que as mudanças das quais estou falando, são mudanças de atitudes, de pensamentos, de comportamentos.

Para isso, é importante destacar que somos divididos em quatro grandes dimensões. Ou seja, nos não somos ou vivemos num único plano. Nossa vida acontece pelo menos nos quatro “reinos” distintos que são: o Mundo Mental, Mundo Emocional, Mundo Espiritual e o Mundo Físico.
 
Porém, a maioria das pessoas não percebe que o mundo físico é uma impressão do que acontece nos outros três mundos.

Sendo as mudanças do mundo mental e emocional as mais difíceis de serem implementadas.

Uma vez que mudanças externas, físicas ou estéticas, são relativamente mais fáceis de serem promovidas e obtidas. Pois para mudanças no mundo físico, uma intervenção de outra pessoa ou nossa própria, em nossa aparência pode promover mudanças imediatamente perceptíveis por quem nos conhece.

Já no mundo mental e emocional, tudo que fazemos ou somos, tem como base modelos que adotamos, no decorrer da existência. Estes modelos são formados através de uma espécie de programação verbal que acontece conosco desde nosso nascimento até a vida adulta.

A fórmula básica para isso é: P => S => A = R.

P de Pensamentos, que conduzem a S de Sentimentos, que conduzem ao A de Ações e estes conduzem aos R”s de Resultados.

Assim, eu e você, fomos ensinados a pensar de determinada maneira, que geraram determinados sentimentos e estes sentimentos que nos colocaram em ação ou não. Da qual resultou aquilo que efetivamente somos e obtemos no curso da vida.

E agora?

Como promover alguma mudança nesse processo?

Para realizar qualquer mudança no mundo mental e emocional, temos alguns passos a serem seguidos. O primeiro destes passos é a programação verbal que está dividida em quatro importantes etapas:

Conscientização: Tomar consciência do que você, do que quer mudar. Como isso se formou em sua mente.

Depois vem a próxima etapa que é:

Entendimento: Como a sua atual atitude ou comportamento interfere ou interferiu em sua vida até hoje.

Então entra outro passo - Dissociação: quando você desconecta-se daquilo que fazia, pensava, comportava no passado, como resultado apenas de um aprendizado passado para compreender e aceitar que o presente lhe dá novas opções de ser diferente.

Finaliza essa etapa com a Declaração: quando você declara verbalmente mentalmente aquilo que você é agora e o será deste momento em diante.

Compreenda uma coisa, as mudanças importantes e necessárias em sua vida, são você que promoverá, seguindo essas quatro etapas apresentadas.

Agora, é importante que se você desejar uma mudança em sua vida. Queira, acredite e Faça."

... e a Canção Não Pára.



... e a Canção Não Pára.




... miragem! No oásis estava a rosa
A noite chegou, e, eu estava só com o luar...
Ri de mim, e, vi a estrela dengosa,
então pude ouvir as ondas... o seu mar!...



- Tens a alma linda, estátua majestosa!
Vieste da amplidão somente pra me amar!
Tens luz nos olhos e tuas mãos são carinhosas,
no teu mundo florido volto a sonhar.



Tuas letras, em todo canto, só contagia...
Estou bem melhor, já respiro o novo dia!...
Fizeste do meu momento um grito triunfal!



Não sei se mereço, hoje, o grande amor,
sem cobrar as crises, e, sem nenhum penhor,
vejo os teus cabelos brilhar ao litoral!...

SeNSuaLiDaDe...





Realmente a beleza da mulher está em seu sorriso, em seus olhos, e na feminilidade que expressa sensualidade...

Esperança

Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.