sábado, 22 de janeiro de 2011

21 Amores-Perfeitos



…talvez uma Flor,
Entre todas um Amor-perfeito,
Mimada menina de sorriso suspeito,
Corpo delicado denunciando meu rubor,
Entre Amores-perfeitos, um perfeito Amor,
Flor de primavera colhida com terno jeito!


Como tão tenra Flor,
Tentação irresistível de Amor,
Foi tão poderosa tentação,
Perdurando tentadora paixão?!...
E perdura sem perder sua cor,
Entre páginas de nosso coração,
Livro que Amamos com fervor,
Dicionário de infinito valor!


Quando numa nuvem que se desvanecia,
Erigi um enigma com o verde do teu sorriso,
Decifrei por ti teu desejo ingénuo que crescia,
Nos fragmentos misteriosos de minha ironia,
Desvanecendo-me num sentimento indeciso,
Entre a nuvem que ficou e um verso impreciso,
Desejando abrir teu livro em teu corpo de poesia!


Segredou-me uma abelhinha,
Voando num cantinho da Lua:
-Tua madrugada para ti se insinua,
Esperando o sol que se adivinha,
De princesa de luar a luz de rainha!
-Confidência que o enigma tem como sua!


Teus lábios ardendo em fogo atrevido,
Bailavam no fogo-fátuo do pensamento,
Apostaram na frivolidade falsa do momento,
Mas, de frívolo, que o beijo até podia ter sido,
Foi um desejo intenso pelo Amor bem medido,
Mão de Deus em abençoados jardins ao vento,
Abençoando um florescido primeiro rebento!


Sobre mares incertos de espinhos pungentes,
Amores-perfeitos em ínsulas de rosas emergiam,
Transformando-se em mãos de Deus que protegiam,
Metamorfoses de flores em jangadas de novas sementes,
Apelavam a mais desejo pleno de seus Amores conscientes,
Inconsciência dos Amores-perfeitos que o Amor sentiam!


Segredou-me uma abelhinha petulante,
Voando de flor em flor no nosso jardim:
-O pólen de Janeiro é fecundante,
Em 19 de Março, dia do pai é ternura cintilante,
É a sagração do Amor-perfeito na resposta do sim!
-Pesaram-se na balança de Outubro tuas flores de mim!

De tão leve, o tempo que nos é oferecido,
É Amor só nosso em coração do vento amigo,
Que entre ciclones de verão e brisas de inverno,
A Primavera de Pai é fértil esposa de Amor materno,
Árvore de Outono plantada em meu solo, teu abrigo,
Sou teu alimento seguro, sagrado de Amor eterno,
Rico para além do ouro, de teu Amor é mendigo!


Só minha tristeza nosso Amor não merece,
Mas de tão feliz, meu coração entristece,
Porque o tempo passa sem deixar o perdão,
Deixando a certeza da vida que fenece,
No Amor imortal de nosso coração!


Foram breves estes vinte e um tenros anos,
Tão intensos quanto nossa natural ambição,
De tão dignos no melhor ser dos Humanos,
Que o Amor a ninguém cause tristes danos,
Todos os corações o mereçam com elevação,
Se perdidos, o melhor do respeito na redenção,
Bordados de Amor na Alma dos melhores panos!


Que todos, todo o Amor saibam oferecer,
Porque só esses, o Amor poderão merecer!
*

As Palavras Interditas

Os navios existem e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.

Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.

Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E abrem-se janelas
mostrando a brancura das cortinas.

As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas minhas curvas claras.

Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos noturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.

E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens vivas, desenhadas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.

SOLTO A ALMA



SOLTO A ALMA

Sonhei que meu livro da memória
se fechava...
E o céu passava de azul a vermelho
e sangrava.
Os amores perfeitos e as violetas
continuavam no jardim,
E me procurava, mas nada sabia de mim.

Tudo é tão vago e tão breve
Saio do sonho à procura
Ansiando que me seja leve
O limite dessa brevidade.
O tempo já nada cura
E só me permite a saudade.

Não sei se foi de tarde ou era aurora
Ou de noite que sonhei em desatino
Mas lembro do sonho agora
Da certeza que é senhor do meu destino.

As violetas continuam no jardim
Os amores-perfeitos pulsam-me nas veias
Só não sei pra onde vou, e de onde vim?
Sonho utópico, envolto em teias.

PRESENÇAS

.


LENTA DERROCADA

O Tempo parou, na casa caída.
Mas foi o mesmo tempo
quem sarou a ferida…

Resvalante grão de pó.
Subtil, invisível e constante
no abrupto declive intemporal.

Desagregam-se pedras, areia e cal.
Morte lenta da velha estrutura.
Condenação ao esquecimento sepulcral.

Pouco vai sobrando. Tudo abandonado!
Um dia, casa dos afectos, meu abrigo.
Cais ausente. É agora barco naufragado,
desfeito porto seguro, perdido amigo!
.
A dor aguda das faltas muito amadas
foi-se diluindo no amargo das lágrimas,
de tão velhas, hoje já não choradas…

Quando o dedo calca volta a doer.
Mas uma dor longínqua, não gritante…

Ouço o murmurado silêncio a desfazer
a querida casa minha, tão distante!

Levanta-te, ó Pátria minha



                                Sob as pedras das palavras,
                                num genocídio de línguas afiadas,
                                chagas no verde e vermelho abertas,
                                morreu o tempo da verdade comprovada.

                                É a Idade das Nuvens, premeditada,
                                martelando no erro das sombras,
                                que distorce a luz e nos derrota
                                por maltratados ouvidos e olhos.

                                O choro falido, comungado
                                por todas as línguas confusas,
                                qual pedra estéril de gente sem estrela,
                                ilumina o pior e escurece a vontade.

                                Levanta-te, ó Pátria minha!
                                Mais alto que o choro de pedra
                                e que a nuvem que teima,
                                há um céu de integridade à tua espera.
Entreartes 50


ANJOS...


O QUE SÃO ANJOS?
MEUS LINDOS ANJOS...
QUANDO FALAMOS EM ANJOS,
EM NOSSAS MENTES, IMEDIATAMENTE,
SURGEM CORPOS CELESTIAIS E ESVOASANTES AO AR...
COM TRANSPARENCIA FUGAZ,
EM ASAS DE FADAS MAGESTRAIS.
MAS...
APRENDI QUE ANJOS SÃO REAIS!
SÃO DE TODAS AS CORES,
E TODAS AS RAÇAS...
SÃO DE UMA BELEZA COM SUTILEZA E GENTILEZAS.
SINCERAS NA MEIGUICE COM GESTOS SINGELOS,
COMO UMA BELA, FRAGIL E VIVA FLOR...
APRENDI, HA NÃO MAIS RECONHEÇE-LOS...
APENAS PELOS TRAJES CELESTIAS E TUAS
ASAS ESVOASANTES AO AR.
HOJE... EU OS RECONHEÇO...
SIMPLESMENTE...
AO SENTIR, E TOCAR
EM CADA LINDO E AMADO,
CORAÇÃO DE MULHER...

DOCE MISTÉRIO.



A MAIOR AVENTURA DE UM HOMEM,
NÃO ÉS DESBRAVAR
TERRITÓRIOS ERMOS...
NÃO ÉS EMPUNHAR,
UMA ESPADA
NA LUTA, DA SOBRE VIVÊNCIA...
NÃO ÉS TENTAR,
SOBREVIVER EM UM DESERTO
EM MEIO AOS DELÍRIOS DA SEDE...
NÃO ÉS ESCALAR
A UMA MONTANHA,
USANDO APENAS AS MÃOS,
E A FORÇA DAS PERNAS...
NÃO ÉS ENFRENTAR
OS INIMIGOS, APENAS COM A
SABEDORIA E ASTÚCIA,
SEM A NECESSIDADE DA FORÇA...
POIS...
A MAIOR AVENTURA
DE UM HOMEM!!
ÉS TENTAR DESVENDAR
O SILENCIOSO E MISTERIOSO,
UNIVERSO SAGRADO
DE UMA MULHER...
Celebrities
Emily Procter
Emily Procter
Emily Procter
Emily Procter


sábado, 22 de janeiro de 2011

Não se meta com a minha mãe - 2010



SINOPSE
John C. Reilly faz o papel de um quarentão que divorciou-se recentemente, mas conhece a mulher dos seus sonhos, Molly (Marisa Tomei), e ambos vêm um futuro feliz pela frente. Mas quando John conhece Cyrus (Jonah Hill), o filho de Molly, percebe que as coisas já não vão correr como ele imaginava. O garoto, que não é flor que se cheire, é o sarcasmo em pessoa e faz de tudo para afastar o novo namorado da mãe.

DADOS DO ARQUIVO
Diretor: Jay Duplass/Mark Duplass
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 91 min.
Qualidade: DVDRip
Tamanho: 300 Mb
Servidor: Megaupload (3 partes)

LINKS
Parte 1
Parte 2
Parte 3

MISTÉRIOS DO OLHAR



O olhar pode ser duro
como o aço
Pode ser claro
calmo e sereno
Pode ser
puro veneno
a castigar
Pode ser atento
ou indiferente
Pode tudo ver
ou nada enxergar
Quanto de amor
cabe num olhar
nos olhos do amado
a se derramar
Olhar que vê longe
Olhar que se esconde
Olhar que se entrega
Olhar fugidio
Olhar de tristeza
Olhar de alegria
Olhar perdido
Olhar que vagueia
Olhar objetivo
Olhar certeiro
Ah, o olhar...
quantos segredos
esconde
um simples
e singelo olhar.





Quantos segredos se escondem
Num singelo e simples olhar
Onde tudo se pode ver e nada se enxergar
Pode ser calmo e sereno
E quase nos pode cegar
Mas pode até ser veneno
Que acaba por nos matar

Se ele é como o aço, duro
Pode causar sofrimento
Mas se acaso é doce e puro
É esse olhar que eu procuro
P’ra acabar meu tormento

Pois é nesse olhar atento
Mas que eu não quero indiferente
Em que eu procuro o alento
Para que possa ser fermento
E em mim sinta latente

E quando couber nesse olhar
Da sua chama o ardor
Nele se vai encontrar
E se pode então achar
Toda a força do amor

Horóscopo do Dia

Os capricornianos parecem ser pessoas muito bem preparadas para assumir responsabilidades e encaram as obrigações paternas com muita seriedade. Porém, esse seu grande senso de responsabilidade pode servir também como desculpa para negligenciar o que eles consideram o desconfortável lado emocional da educação de uma criança em favor de uma criação mais materialista. Os capricornianos proporcionam à família riqueza e prestígio, incluindo uma gorda poupança para a educação das crianças. Essa eterna preocupação com status e dinheiro, no entanto, pode levar a uma contínua ausência do lar por conta de compromissos de trabalho.

Alerta

Os librianos passam o dia no alerta, e os astros aconselham rotina durante este período negativo. Não entre de cabeça em negócios duvidosos, compras no crediário e mudanças profissionais. Evite ser intransigente com o par afetivo e família.

Quem nasceu hoje

Quando inicia um projeto, nada o fará desistir. A determinação é o ponto forte desse nativo. Preza a liberdade, principalmente no que se refere ao modo de atuar. Um de seus maiores objetivos é por um mundo melhor. É prestativo, verdadeiro e paciente.


Áries - Novas conquistas no trabalho é o que reservam os astros. Favorável para associações e parcerias. Procure organizar suas finanças. Não deixe faltar carinho e diálogo no amor. Final de semana tranqüilo. C. 957 M. 6843

Touro - Explore a comunicação e capacidade profissional nesse período. Procure a companhia de pessoas positivas. Êxito nos estudos e cursos de aperfeiçoamento. Momento decisivo com seu par afetivo. C. 738 M. 2406

Gêmeos - Um dia de acertos no trabalho. Positivo para compras de uso pessoal ou doméstico. A intuição está bastante aguçada. Fique perto da pessoa amada e família. Saúde equilibrada. Pode aceitar convites para se divertir. C. 384 M. 8092

Câncer - Canalize mais energia para o campo profissional, e conseguirá resultados acima do esperado. Busque apoio da família e a cooperação dos amigos. O amor vai deixá-lo nas nuvens. Pode sair para festas e encontros. C. 638 M. 4375

Leão - O empenho nos negócios será seu melhor aliado para alcançar o sucesso. A fase é positiva para acertar pendências. Atividades ligadas ao lazer podem ser exploradas. O companheirismo vai estimular sua vida afetiva. C. 809 M. 9217

Virgem - Aproveite o final de semana, e promova mudanças para melhorar o ambiente em que vive. Pode programar compras de uso pessoal. Retribua o carinho que recebe da pessoa amada. Saia para se divertir ao lado dos amigos. C. 412 M. 5629

Libra - Você passa o dia no alerta, e deve ter cuidados redobrados para não entrar em atritos com as pessoas à sua volta. Cautela nos negócios, mudanças e viagens. No amor, poderá ocorrer um mal entendido, cuide-se. C. 548 M. 7421

Escorpião - Excelente oportunidade para expandir os contatos comerciais. Os resultados financeiros que persegue não demoram a acontecer. Pode acertar viagem a lazer ou trabalho. Clima excitante com seu amor. C. 231 M. 5980

Sagitário - A ordem é ir atrás dos objetivos no trabalho e vida pessoal. Positivo para acertos financeiros. Tire o final de semana para descansar ao lado do seu amor e família. Saúde em ordem. C. 497 M. 1056

Capricórnio - A influência desta fase faz com que obtenha o sucesso desejado. Acelere suas idéias e não deixe nada pendente neste setor. Não deixe que nada interfira negativamente na sua vida afetiva. C. 660 M. 8534

Aquário - O setor profissional pede mais dedicação na hora de negociar. Seja mais realista com seus gastos. Afaste-se de pessoas invejosas. Saúde em leve baixa. Convivência difícil com seu par afetivo. C. 123 M. 0767

Peixes - Arregace as mangas e vá atrás dos objetivos profissionais. Invista no poder de comunicação. A vida a dois requer mais atenção. Pode começar dieta ou tratamento médico. Aceite convites para festas e reuniões de amigos. C. 016 M. 3198

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sonhar e Amar: O rei de copas


Se no dia da A papisa não foi possível sentir, sonhar ou obter respostas do coração, não se preocupe, o Rei de copas também tem esse poder de olhar as coisas com olhar de mistico, de quem sente as coisas com o coração, com a alma.
Isso quer dizer que o dia também está propicio para deixar o coração falar mais alto, declarar sentimentos ou prestar atenção nos conselhos, nos contatos com algum homem amável, gentil, maduro, daqueles que seduzem pela emoção.
Quem poe sentimento naquilo que faz, naquilo que fala, sempre tem muito mais chance de se dar bem, porque o Amor adoça tudo e todos.

Perto do Sonho


Telefonei para o céu,
Ninguém me atendeu,
Sentia-me bem vivo,
Não sei que me deu!...

É a razão deste sonho um segredo,
De todo, em nada de nada revelar,
Sendo capaz de o decifrar,
Sou traído pelo medo,
De poder acordar tão cedo,
Da esperança de o alcançar!

Sonho entre névoa e uma vida,
Desfocado, treme e muda de cor,
Imagens de um celestial puro,
Intocável qual quimera perdida,
No mais secreto íntimo de dor,
Pelo desejo de um fim prematuro!

Adormecido sonho sem movimento,
Sonho que sonha com o tormento,
Em desencontro de paixões,
Que ao despertar para um sono cruel,
Embalado no bater de corações,
Em cada batida constelações,
Memórias amarrotadas num papel,
Pergaminho que arde no pensamento!

Vão ardendo tristemente,
As recordações de uma vida,
Que devia passar lentamente,
Mas lenta, lenta, foi a partida,
De tanta, tanta gente,
Que desprezaram o valor da despedida,
Por tão presos a uma riqueza decadente!
Telefonei para o Céu...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O poema perfeito

Teci o poema,
Entre todas as linhas
Que regaram as palavras
De uma forma sedutora.
Falei de amor,
Entre todas as raízes
Entre todas as origens
Entre todas as formas
Visando apenas pacientemente
Que escutasses.
Eram versos gulosos,
Emanados em perfumes e luxúrias
Que cresciam
Nos sons e nos gestos
Salivando na sede do olhar.
Gotas que deslizavam sem medo
Turvas ou límpidas
Tais letras que corriam
Dando eco aos beijos
Escondendo os desejos
Que ousei escrever um dia.
Era para mim o poema perfeito,
E para ti…
Apenas o produto completo
A mais bela forma de expressar
Todo o amor.

Soltam- se as palavras



Soltam-se as palavras exclamativas
entendimento de evasão que sustenta
exactidão e circunstâncias cansativas
na contradança que ninguém contenta.

Substituo verbos para converter amor
em plágios provenientes do consagrado
destrono fantasias no vinculado labor
deambulo ondas de vento em desagrado.

Advenho do mediano arcaico longínquo
sou a folha na estiagem em pleno verão
encargo soletrar vocabulário contíguo
sem a qualquer alegoria e comiseração.

Num arremesso acasalo diferente olhar
estrelas incendiaram meu desconhecido
mundo, desprovido dum pérfido malhar
e em meus lábios um sereno conhecido!

O dia resplandecente

 

 ... e, a brisa cálida que senti proporcionaram-me o entendimento que o dia se adivinhava quente. Trajei o rosto com os óculos de sol e, encetei o trajecto de casa para o emprego.

Sete horas, quarenta e, cinco minutos era a hora assinalada no relógio, requintadamente, apenso na parede do hall da entrada.

Semblante alegre, timbre de voz envelhecido mas simpático fez-se ouvir num agradável e, sonante bom dia, assíduo. Retorqui … “Agradecida, um ténue e, delicado dia para si” e, prossegui na direcção ao elevador.

Premi o botão, a porta abriu-se e, o algarismo três foi premido e, as portas metálicas se uniram. Subitamente, um ruído se fez estridente e, o meu semblante, abruptamente, surpreendeu-se. O tremor semelhantemente, trajou-o.

Por instantes, fiquei inerte. Segundos depois, desobedeci à inércia e, os meus dedos tocaram o botão de alarme. Nenhum som se fez ouvir. Subitamente, o elevador moveu-se e, abruptamente estacionou no piso - 1 e, -2.

Repliquei e, elevei a voz. Nenhum eco se repercutiu. Debrucei-me e, desnudei no interior da minha mala o móvel e, reconheci a dispensa de rede. Digitei o número de emergência e, imediatamente uma voz se fez perceptível.

Sorri, suspirei, cerrei os olhos e, sussurrante implorei: “Por favor, importa-se de ligar para a minha empresa e, advertir que estou encarcerada no elevador entre o piso -1- e -2 roçando o limite da ostentação de serenidade. Sabe?! Sou claustrofóbica.".

Apressadamente a voz aquieta compreendeu-me e, permaneceu ao meu lado.

Retornados trinta cinco minutos e, vinte segundos pelo elevador encetei a saída e, lacrimosamente agraciei à voz acomodada do outro lado.
Porque quando achava que não...
estiveste lá para me mostrar...
que sim...
e é em ti...
que vou buscar o...
acreditar...
...
Entreartes 49




APENAS UMA GUEIXA

eu vi uma gueixa.
tamancos, quimono
e-qui-nó-cio... Virgem
Casa de chá do luar de Agosto
lanternas vermelhas
delatam a escolhida;
dentre tantas estrelas,
hoje, somente tu, esta Noite…
brilha.

Vamos...

aonde só tu me poderás levar...
e onde só eu a ti...saberei fazer chegar...

Vênus a 16º de Sagitário - Reciprocidade


Símbolo do dia : Gaivotas observando um barco
SA 16. De uma caverna na montanha parte um carro vazio, puxado com

um barulho de trovão por três cavalos atarracados, galopando na
direção do vale fértil, onde se nota um castelo e camponeses
trabalhando o domínio.

ou - Um carro vazio.

Ideia Básica : A dependência , facilmente adquirida, dos desejos psíquicos com relação aos estímulos das circunstâncias sociais.



Hoje é sexta-feira, dia de Vênus, regente de Touro, Libra e da Sefira Netsach
Vênus em Sagitário, Lua em Leão.

Bom já que Vênus mudou de grau, eu mudei também, tá? Vênus Sagitariana gosta de leveza , mobilidade , liberdade para atingir os seus ideais de vida.  Aos 15º de Sagitário (Graus sabianos) , acabou de definir o rumo de sua vida. Agora,  observa o que a vida está oferecendo e por meio de seus relacionamentos procura atingir o seu ideal. Como uma gaivota, ave de rapina, está atenta ao que ocorre. Sua poderosa visão  lhe aponta para onde deve seguir.
  
Vênus Sagitariana está  em Yessod, a casa da Lua,  e a Lua Leonina  está em Netsach, a casa de Vênus. Desejos e instintos, praticidade se combinam e se fortalecem.

A Lua Leonina só precisa tomar cuidado com as ilusões que não lhe  permitem reconhecer os próprios sentimentos que causam  dor. O Netuno Aquariano indica que a humanidade está  se preparando para o futuro, exercitando  a força física e a engenhosidade mental para reservar o que é necessário. Portanto minha Lua, cuidado para não confundir a nossa querida Vênus Sagitariana.

Ambas se fortalecem e o contato se processa pelo caminho de Nun( n ), o caminho de Escorpião, indicando que é preciso nadar, acompanhando as cheias e as vazantes da vida. Só não vale ficar escondido debaixo da água, procurando se esconder de tudo e de todos.

Sagitarianos do segundo decanato : É preciso equilibrar o dar e o receber.

Uma excelente noite a todos.
Entretenimento - 21/01/2011 - 06:50
Veja o seu horóscopo para esta sexta



Aries - 20 de Março a 20 de Abril - 27 de junho - Ao se oporem em seu signo, Lua e Netuno abalam suas áreas social e de amizades, evidenciando conflitos de interesses entre você e pessoas próximas. Busque respeitar o ritmo de cada um e faça um esforço para entender suas razões. Seja madura!
Touro - 21 de Abril a 20 de Maio - Ao passar pela casa quatro, a Lua se tensiona a Netuno, evidenciando seu descontentamento com seus processos rotineiros. Descobrir o que lhe é incomoda é importante, mas tenha o cuidado de não fazer muitos dramas. Seja realista e tenha ações pontuais!
Gêmeos - 21 de Maio a 20 de Junho - Lua e Netuno se opõem em seu signo, apresentando-lhe o desafio de ser mais coerente em seus posicionamentos e não se precipitar em criticar as atitudes alheias. Interpretações equivocadas podem afetar a qualidade de relações importantes. Cautela!
Câncer - 21 de Junho a 21 de Julho - Ao se oporem em seu signo, Lua e Netuno abalam as casas dois e oito, evidenciando sua dificuldade em conciliar demandas práticas e emocionais. Compensar frustrações com gastos fúteis pode lhe trazer arrependimentos. Seja prudente, que você sai ganhando!
Leão - 22 de Julho a 22 de Agosto - Ao passar por seu signo, a Lua se tensiona a Netuno, confrontando-lhe com frustrações, que afetam a qualidade de suas relações pessoais. Colocar-se na defensiva e fazer dramatizações não são boas alternativas. Seja mais madura e saiba se impor!
Virgem - 23 de Agosto a 22 de Setembro - Astros se opõem em seu signo, indicando um dia delicado em suas relações de trabalho, em que você e colegas apresentam falta de sintonia sobre projetos importantes. Avalie suas atitudes e tente se colocar no lugar do outro. Não seja tão radical!
Libra - 23 de Setembro a 22 de Outubro - Permanecendo em seu campo das amizades, a Lua lhe apresenta o desafio de trabalhar suas emoções em atividades em equipe. Já o aspecto com Netuno evidencia seu lado mais introspectivo. Excesso de competitividade deve ser evitado. Atenção!
Escorpião - 23 de Outubro a 21 de Novembro - Dia em que você se vê às voltas com uma série de desafios de ordem profissional, que não sendo bem trabalhados, podem acabar por comprometer algumas metas pessoais. Fazer uma pausa e refletir sobre novos caminhos será fundamental. Mantenha o foco!
Sagitário - 22 de Novembro a 21 de Dezembro - Passando pela casa nove, a Lua lhe confronta com dilemas pessoais, que tendem a abalar a forma como você enxerga a vida, enquanto o aspecto com Netuno sugere uma comunicação ruidosa e equivocada. Fique na sua e seja discreta. Será melhor para você.
Capricórnio - 22 de Dezembro a 21 de Janeiro - Ao se oporem em seu signo, Lua e Netuno sugerem que você seja cautelosa em seus gastos, evitando superar carências afetivas com aquisições materiais. Diante de requisições de amigos, tenha cuidado e não se comprometa mais do que pode. Bom senso!
Aquário - 21 de Janeiro a 18 de Fevereiro - Lua e Netuno se tensionam em seu campo dos relacionamentos, denotando uma fase delicada em sua vida afetiva, na qual as oscilações de humor dos outros tendem a lhe deixar bem confusa. Evite dramatizar e fique longe de discussões. Controle-se!
Peixes - 19 de Fevereiro a 19 de Março - Ao se oporem em seu signo, Lua e Netuno sugerem uma fase delicada em sua vida profissional, em que algumas diferenças ideológicas começam a ganhar fôlego. Sendo possível, fique na sua e adie decisões importantes. Coloque seus sentimentos em ordem!
Fonte: Terra

Por trás do véu: A papisa


"Eakins — Ouvir e escutar a mensagem do próprio professor interno que o guia; sintonizar com a fé; atingir o conhecimento oculto ou secreto. Lembrar — reter a memória — o dom de saber o passado, presente e o futuro coletivo."
Pois é amigos, essa é a grande verdade.Todos nós possuímos um grande poder de intuição, uma energia que nos protege como um guardião e que ajuda a sentir ou prever os perigos e outros fatos ou sentimentos que nosso lado racional demora a perceber.
O famoso sexto sentido não é só coisa de mulher, mas talvez elas consigam ouvir e levar esse aviso interior mais a serio que os machões.
Então hoje somos convidados a prestar atenção no nosso Eu, nos nossos sonhos, nos sinais que a vida pode mostrar seja um papel caindo, um latido em tal horario, enfim, vamos deixar nossa Papisa, nosso lado bruxinha falar mais alto.
Quem sabe hoje vem a tona algum segredo importante.Boa sexta!

Temperamento DINAMITE



O que te faz sair do sério? Hoje no Chá das Cinco vamos colocar as cartas na mesa e deixarmos a hipocresia e os bons conselhos de lado, vamos falar a verdade crua e nua sobre o ato violento baseado na medida do LIMITE. Sou pacífica até certo momento, não permito de maneira nenhuma INVASÕES, sou guardiã da minha vida, da minha família e da minha paz.

Quando presidi audiências de Conciliação em algumas Varas Criminais, nas minhas mãos estiveram muitos processos onde haviam lesões corporais, em grande parte dos casos vi na acareação entre as partes que o réu provocara o crime com sua atitude desrespeitosa.

Julgamos o réu, com severidade, (no processo criminal ele é qualificado como AUTOR) o queremos atrás das grades, mas não paramos para pensar que ele(a) pode ter sido levado pela própria " vítima " a cometer o ato criminoso que a sociedade desaprova com o fervor de um monge Tibetano.

Deixo claro que não prego a violência, mas para mim é como se fosse um vestido de baile, existe a ocasião e o momento certo para usa-lo.

Vi que tem ''gente" que faz tudo para que isso aconteça!
Graças a Deus tenho curso superior e conheço um belíssimo Resort onde poderei passar as minhas 48 horas do prazo legal para não pegar um belo flagrante. Nesse tempo aproveito para elaborar a minha defesa à beira de uma deliciosa piscina térmica.


Aviso, tenho um pavio longo como uma banana de DINAMITE, dou o justo tempo para o meu agressor CORRER, mas se insistir ficar por perto vai pelos ares ele(a) e quem estiver junto, não salvo ninguém. Nessa hora meu amigo, desconheço a palavra PACIÊNCIA

Acreditem em mim caros leitores, sou boa, doce como o mais puro MEL, minha aura é azul e minha voz é como a de um anjo celeste, mas tem uma parte em mim que aplaca completamente o meu bom senso.
Confesso, sou espiritualizada por um motivo, preciso de doutrina , preciso trabalhar a minha justiça implacável, intolerável e meu lado TERRORISTA.

Optei pela espiritualidade pois assim sigo uma doutrina rígida porque conheço a minha capacidade de DESTRUIÇÃO quando me sinto incomodada. Conheço minhas TARAS, minha PERVERSIDADE e a minha maneira INTENSA de viver tudo aquilo que me dá EXTREMO PRAZER.

Como um samurai preciso de vigilancia constante. Posso decepcionar muitos leitores, não sou tão boa quanto muitos pensam, mas sou verdadeira, não quero passar uma falsa imagem.
Quem me conhece pessoalmente sabe que sou uma ótima pessoa, mas uma gota de mim é
VENENO MORTAL.

Embora JESUS fosse muito longânimo, o evangélio revela que Sua paciência tinha limites.
Uma linda passagem bíblica mostra isso, (Mateus 21:12)
Nela diz que Jesus partiu para cima dos vendedores que desrespeitavam o templo cristão derrubando tudo enquanto proferia duras palavras.


Como logo eu uma simples mortal poderia ser boazinha diante do inferno que o outro provoca na minha vida?

Eu tenho um ÁLIBE que se chama LIMITE.

Por essa razão concedo dentro da MINHA JUSTIÇA um curto espaço de tempo para aplicar a MINHA LEI. Esse tempo é o divisor de águas entre a paz e a guerra irrevogável, tempo esse que pode mudar toda uma tragetória de vida.

Que eu me arrebente nas rochas no meu voo, mesmo assim, tomada a decisão não volto mais atrás. Pago para ver e passo o recibo assinado com sangue.
Fora de mim, banco com PRAZER a minha IRA.



Depois do limite ultrapassado somente observo o fogo queimar.

Sobre as Palavras


"Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou."

A bela da vez...


Essa mulher consegue exercer um fascínio tão gostoso em mim que não consigo explicar.

 Seria a sua boca carnuda, que de fato adoro?? 


                                                     

   ...Ou seu olhar sexy??


 Não sei, sei apenas que Alinne Moraes  é  uma das atrizes mais lindas e talentosas  da televisão brasileira da atualidade.

Talvez...


No ar da sala, o fumo dos cigarros misturava-se com a música que saía das colunas do gira-discos. Todas as pessoas estavam juntas em conversas. Para lá da idade que tinham, eram demasiado jovens. Seguravam copos. Sorriam e entusiasmavam-se ou concentravam o olhar e ouviam. Na rua, talvez chovesse. Os vidros altos da porta da varanda não mostravam mais do que a noite. Ele e ela eram indistintos de todos os outros. As imagens dos seus rostos e dos seus corpos eram naturais entre os casacos aos quadrados, as colarinhos pontiagudos, as calças de fazenda. Estavam sentados no sofá, lado a lado, e tinham terminado de conversar no momento em que as palavras dele lentamente se dissolveram no fumo dos cigarros e na música que saía das colunas do gira-discos, no momento em que ela não soube responder a uma conclusão banal. Para lá das palavras e da memória das palavras, continuou o significado daquilo que realmente disseram enquanto conversavam: os riscos brandos do sorriso dele à volta dos cantos da boca, a atenção solícita dos olhos dela, o tronco dele a aproximar-se a cada frase, os dedos dela a acertarem os camisas decabelos por trás das orelhas, os joelhos dele a tocarem as pernas dela, os lábios dela a articularem cada palavra como se estivessem pousados sobre os lábios dele.

Ela tinha talvez 25 ou 26 ou 27 anos. Ele tinha talvez a mesma idade. Ela tinha os cabelos lisos e escorridos sobre as costas. A pele do seu rosto era serena tal como se estivesse calma e desejasse ainda mais tranquilidade. Ele tinha os primeiros dias de uma barba que crescia e que já se podia imaginar. Os seus olhos eram o início de um caminho verde como uma floresta. De cada vez que um deles levava o copo aos lábios, o outro imitava-o e havia um momento em que pensavam na mesma coisa. Tinham sabido o nome um do outro há pouco mais de uma hora. Tinham começado a conversar porque as únicas pessoas que conheciam os tinham deixado juntos e tinham ido conversar com outros. Assim que foram apresentados, depois de sorrisos, simpatia, ele escolheu palavras para lhe perguntar o que fazia.

Ela respondeu que trabalhava numa produtora de cinema. Não lhe disse que passava os dias numa sala vazia, sentada a uma secretária, frente a um telefone que nunca tocava, a preocupar-se com a mãe que estava sozinha e deprimida em casa, com as facas todas alinhadas na gaveta dos talheres e com as promessas de matar-se ainda vivas na memória e com os pulsos ainda ligados pela última tentativa: a ambulância a serpentear pelas ruas, e ela com os dedos pousados sobre a testa da mãe, e a mãe com as pálpebras sem força pousadas sobre os olhos. Não lhe disse que chegava de manhã cedo, deixava a mala em cima da secretária e, depois de abrir as janelas, ficava imóvel e perdia todas as palavras dentro dos pensamentos. A claridade tocava os cartazes de filmes em que não tinha trabalhado, mas que tinha escolhido para afixar nas paredes. No fim da manhã, chegava o dono da produtora que, não esperando resposta, abrindo cartas com contas da luz e da água, perguntava se alguém tinha telefonado. Tinha sido ele que, na cama de uma pensão, durante um cigarro, a tinha convidado para trabalhar ali, quando ela ainda estava apaixonada e ainda acreditava que um dia ele iria deixar a mulher e, pedindo-lhe opiniões, iria realizar filmes lindos como os seus sonhos. Não lhe disse que, durante a hora de almoço, uma ou duas ou três vezes por semana, faziam sexo em cima da secretária, ou encostados à secretária, ou no chão em cima de um tapete. Não lhe disse que ele saía no início da tarde e que, só então, ela tirava a caixa de plástico da mala, os talheres embrulhados num guardanapo de pano e almoçava.

Ele falou longamente sobre cinema. Disse-lhe que ia muito ao cinema quando vivia na terra onde tinha nascido e de onde tinha saído para estudar Teatro no Conservatório. Não lhe disse que o homem do cinema o deixava sempre assistir de graça desde que ficasse durante todo o filme sentado no seu colo. Não lhe disse que, depois de cada filme, todos os rapazes que andavam com ele na escola, e todos os rapazes mais velhos, lhe chamavam nomes e lhe batiam. Não lhe disse que os homens ficavam encostados às grades da casa ao lado do café a verem e a rirem-se. No recreio da escola, batiam-lhe também. No caminho para a escola, batiam-lhe, tiravam-lhe a mala e espalhavam pelo chão os livros e os cadernos com páginas sujas de lama. Depois, já era mais velho, e os colegas continuavam a bater-lhe e desviava o olhar, ficava parado quando os rapazes mais novos lhe vinham dar pontapés nas pernas e murros no centro das costas. Não lhe disse que, nos três anos de Conservatório, não tinha conseguido passar a nenhuma disciplina porque tinha vergonha da sua própria voz, porque tropeçava na sua própria voz em cada palavra que tinha de dizer. À noite, trabalhava num bar onde via actores e onde falava com alguns deles, onde lhes oferecia copos de plástico com vodka e sumo de laranja, e onde se ria exageradamente de cada vez que algum dizia uma piada. Depois, voltava para o seu quarto, adormecia a pensar e, pouco depois, quando amanhecia, não tinha forças para se levantar. A viúva que lhe arrendava o quarto batia à porta e perguntava-lhe se não ia às aulas, dizia-lhe que arrendava quartos a estudantes e não a vagabundos. Então, levantava-se, vestia-se e caminhava sozinho pelas ruas da baixa. Olhava para as montras e sentava-se à frente de uma chávena vazia de café nas esplanadas onde sabia que não chegariam empregados a perguntar-lhe o que queria tomar.

Ela disse-lhe que uma produtora de cinema precisa sempre de actores. Ele disse-lhe que um actor precisa sempre de produtoras de cinema. Riram-se. E disseram muitas coisas. E não disseram muitas coisas. No ar da sala, a música do gira-discos era indistinta do fumo dos cigarros e bebidas no colo. Havia algum tempo que grupos de pessoas tinham escolhido momentos para se despedirem com sorrisos e saírem.(...)