terça-feira, 12 de abril de 2011

Na Ponta dos Dedos


Todas as manhãs eu cumprimentava todas as minhas colegas com dois beijos no rosto, à excepção da Elsa, que eu fazia questão de lhe beijar a mão. Todos gozavam comigo por aquela minha mania, mas eu adorava aquelas mãos, e aqueles dedos eram incrivelmente perfeitos.

Para mim, as mãos sempre foi algo que se destaca no corpo de uma mulher, e é algo para onde eu olhava sempre, e os dedos compridos da Elsa era algo que sempre adorei observar.

Certo dia, depois de almoço, a Elsa aproximou-se de mim e decidiu-me confrontar com aquele meu estranho comportamento todas as manhãs, e perguntou-me: “-tenho algum problema no rosto?” Eu fiquei sem reacção e sem saber o que dizer, mas ela insistiu: “-diz-me… quero saber… conta-me… e se quiseres eu guardo segredo…”

Bem, eu avisei-a: “-provavelmente vais achar estranha esta minha obsessão, mas eu sou fascinado pelas mãos cuidadas de uma mulher, umas unhas requintadamente arranjadas… e uns dedos compridos como tu tens” e já um pouco corado conclui: “-sempre que vejo assim um dedo comprido na mão de uma mulher, imagino-o completamente dentro do seu corpo, é algo que eu acho incrivelmente sensual

Agora foi a vez da Elsa ficar ligeiramente envergonhada com as minha palavras e disse-me: “Acreditas que nunca meti os dedos por completo dentro de mim?” A conversa acabou por morrer ali, mas ficamos a tarde toda a pensar no assunto, e eu acabei por enviar um e-mail a pedir desculpa pela minha ousadia e pelas minhas palavras. A Elsa respondeu-me dizendo:”… não tens de pedir desculpa. Hoje vou ficar a trabalhar até mais tarde. Queres me fazer companhia?”

Eu não sabia o significado daquele convite, mas foi quando o escritório ficou totalmente vazio que tudo aconteceu. A Elsa disse-me as seguintes palavras: “-Tu hoje deste assas á minha imaginação… e quero sentir o que tu disseste, quero sentir os meus dedos por completo dentro de mim, e quero te convidar para assistir…”

Ela fez subir a saia, e sentou-se em cima da secretaria do nosso director. Lentamente fez aqueles dedos perfeitos tocarem lhe suavemente, como se preparando para uma entrada erótica dentro do seu corpo. E assim aconteceu, deslizando num espaço escorregadio, primeiro o indicador, por completo, e logo de seguida o médio, também por completo, para depois juntar os dois,  preenchendo-se de uma forma totalmente premeditada.

E para concluir aquele delicioso espectáculo decidiu juntar um terceiro dedos para se sentir totalmente preenchida. Não será difícil imaginar que os movimentos daqueles três dedos, mergulharam numa imensa e profunda mulher, que chamava o prazer que estava escondido dentro do seu corpo. 

E chamou de uma forma cada vez mais rápida e cada vez mais intensa, que ele surgiu em fortes contracções do seu corpo, misturados com uns doces e suaves gemidos.

Eu fiquei louco com aquele espectáculo, e fascinado com a imagem do desaparecimento total daqueles dedos dentro do corpo da Elsa. 

Naquele final de tarde assisti a um espectáculo delicioso, que provavelmente todos os homens adoravam presenciar, e muito pouco tiveram esse privilégio, principalmente por uma colega de trabalho e em cima da secretaria do director.

Uma colega de trabalho simples e discreta, simpática mas tímida, pode esconder dentro do si, um terrível poder imaginativo, e a Elsa foi a prova disso. Passei a olhar para as minhas colegas de uma forma totalmente diferente, e a imaginar o que cada uma seria capaz de fazer.

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