terça-feira, 12 de abril de 2011

CONCHA NEGRA

Os teus pés
Dedo a dedo
Irei chupar com enlevo
Desmesurado
Ao fundo dos teus pés
Mastro erguido orlado
De velas rendas cordas do convés
Onde te prendas de lés a lés
E possas ancorar no meu rio
Ondular no meu cio
Vela erguida
Doce ardente
Água vertida
Docemente
Sentida

Concha de renda
Guarda segredo
Em negra doçura
Mel arvoredo
Doida loucura
A humedecer
Descoberta
Despida
Escorre prazer
Da concha secreta
Desabrida
Desperta
Estremecida
Aos pés oferecida
A endoidecer

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