Confissão
Sou o que sou,
A inquietação,
A dor,
A rosa perfumada
O caminho perdido,
Quando faço as minhas escolhas.
A confissão do pecado,
O peso das pedras que recuso,
A areia que escorre entre os dedos,
As linhas que cruzam as mãos,
As lembranças esquecidas
Num pretexto banal para evocar a alma.
Nas faces do meu ser,
O pó que traça o destino,
Na inquietação permanente,
Entre os ténues pensamentos
Que amanhecem entre os muros.
Confesso-me…
Para que ninguém me inveje,
E sinta o amor das minhas palavras,
Que partem sem acenos
Na maresia que abraça o porto.

Sem comentários:
Enviar um comentário