sábado, 5 de fevereiro de 2011

2012


Sondo o futuro
com os olhos apocalípticos do profeta
bebendo a treva do caos
na malga de sangue
dos impérios desmantelados.

À minha volta

tudo se desmorona
numa vertigem de sinos
e ânforas quebradas.

Todos os sinais se completam.

Todos os horizontes se fecham
no ponto sem retorno
do fim dos caminhos
e no clamor dos abismos
a retornarem ao pó e às cinzas.

Atrás do reposteiro escuro

do consumar dos séculos
desfolho, lentamente,
as ultimas folhas do calendário,

o derradeiro salmo dos condenados.

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