sábado, 8 de janeiro de 2011

TEMPESTADE

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Todo o dia o temporal,
Rugiu em fúria incontida
E numa cadência incerta.

Soprou forte o vendaval.
Água da chuva caída,
Varreu a terra deserta.

Instalou-se a trovoada,
Entre o raio que incendeia
E o ribombar do trovão.

A Terra treme assustada.
Como se perdida em teia,
Procura saída em vão.

As árvores a baloiçar,
Empurradas pelo vento,
Abanam de lado a lado.

E em constante soluçar,
Deixam escapar um lamento.
De sofrer descontrolado.

A vegetação rasteira,
Que o vento teima açoitar
E a água quer engolir.

Numa luta derradeira,
Não pára de ondular,
Parece que vai fugir.
.


Os animais escondidos,
Em abrigo seco e seguro,
A coberto da tempestade.

Vão aguçando os sentidos,
Pois no seu labutar duro,
Ganharam sagacidade.

É a natureza a mostrar
Onde chega o seu poder
De criar e destruir.

O homem fica a olhar,
Pouco mais pode fazer.
É esperar o que há-de vir.

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