quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prantos de uma rosa







Há tempos o meu céu escureceu
O brilho do olhar se apagou
O encanto de viver desapareceu
O coração em mágoas se afogou

Sinto-me como uma rosa despetalada
Que confiou num espinho
E foi gravemente machucada
A rosa tem inveja da liberdade do passarinho

Quisera eu ser dona de mim
Construir o meu ninho em outro lugar
Sair da gaiola enfim
E pelo mundo vagar

Há momentos em que o sol brilha
De repente o vento me balança
Fico feliz igual criança
Porém percebo que é só uma armadilha

É nessa hora que a chuva vem
As gotas caem e as lágrimas também
O espinho diz que veio me proteger
Mas na realidade só me faz sofrer

Às vezes, a lua vem me visitar
Fala comigo baixinho
E com muito carinho
Diz que vale a pena sonhar

Em algumas noites o meu céu fica estrelado
Tanta beleza não merece um sorriso forçado
Fico embriagada com tamanho encanto
Acompanho o balé das estrelas e esqueço o pranto

Adormeço contemplando o meu céu enfeitado
Sonhando sou livre, sou feliz
Não há sofrimento, tudo ficou no passado
Então posso viver sem farsas. Tudo o que eu sempre quis!

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