quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


pétala a pétala pintei uma flor.

primeiro. a traço fino curvava os dedos e o silêncio.

-leve brisa trovando na linha recta onde o sol se deita sobre a terra.

folha descuidada! dourando o chão. restos de pó e magoa.

com ele contornei o húmido apelo dos teus lábios.

em cor e desejo.desceu embriagado.

no suave volume dos teus seios como incêndio.

tornou-se pressa. urgência. e fome relembrada.

seguiu ousado a passo solto.

e na flor que distraidamente desenhara.

bebi néctar e mosto em taça requintada.

Sem comentários:

Enviar um comentário