sábado, 22 de janeiro de 2011

Perto do Sonho


Telefonei para o céu,
Ninguém me atendeu,
Sentia-me bem vivo,
Não sei que me deu!...

É a razão deste sonho um segredo,
De todo, em nada de nada revelar,
Sendo capaz de o decifrar,
Sou traído pelo medo,
De poder acordar tão cedo,
Da esperança de o alcançar!

Sonho entre névoa e uma vida,
Desfocado, treme e muda de cor,
Imagens de um celestial puro,
Intocável qual quimera perdida,
No mais secreto íntimo de dor,
Pelo desejo de um fim prematuro!

Adormecido sonho sem movimento,
Sonho que sonha com o tormento,
Em desencontro de paixões,
Que ao despertar para um sono cruel,
Embalado no bater de corações,
Em cada batida constelações,
Memórias amarrotadas num papel,
Pergaminho que arde no pensamento!

Vão ardendo tristemente,
As recordações de uma vida,
Que devia passar lentamente,
Mas lenta, lenta, foi a partida,
De tanta, tanta gente,
Que desprezaram o valor da despedida,
Por tão presos a uma riqueza decadente!
Telefonei para o Céu...

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