sábado, 15 de janeiro de 2011

OPOSTOS


 
Quando os opostos se cruzam no caminho…
o inicio dos teus passos soam no fim daquela rua.
A luz enfeita-se de sombras e a escuridão penteia as estrelas
porque o dia ama a lua e a noite tem ciúmes do sol.
Quando os opostos tocam o olhar…
O chão tem nuvens dificeis de lavrar e no céu nascem mantos de tulipas
A chuva chora de luto porque uma lágrima no fogo morreu…
o vento assobia com espanto e jura que o mar se incendiou…
Quando os opostos se abraçam…
anulam-se todas as diferenças
e todas as certezas beijam-se na boca
a troco de um nada.
Daniela Pereira
 
 

 
Ola …
 
Sabem…o que escrevo não é dedicado a ninguem em especial…

eu sou assim,uma story teller inremediavel…
apenas solto as frases que trago dentro do meu alforge mágico,
espalho as pelos ventos cosmicos do imaginário…
agrada me historias de amores impossiveis…
como a paixao do sol pela lua..que se tocam por momentos em espaços longinquos…
aprendi que a suprema utilidade das palavras não é servirem para designar coisas
,mas fazerem sonhar…eu sou a grande sonhadora…
a arquitecta da realidade.
 
Muitos pensam que sou poeta,lirica nas palavras que escolho…

mas não,porque poeta é aquela que parece pedir desculpa ás palavras,
porque ao usá-las sente que está a fazer com que percam a virgindade…
e o acto de escrever poesia transforma-se idealmente na reposiçao cirurgica
de uma virgindade perdida.Eu apenas sonho…e agarro esses sonhos…
porque neles…queridos amiga(o)s…sou verdadeiramente…livre.
 
Um abraço



Qual sol,
Qual lua!
Tão formosa graça
Uma graça divina
De doce figura.
Que alegre vive…
Triste vivo eu!
 



 Antes viver de espanto,
Do que morrer no pasmo,
       Do nada que nos desperta,     
Pois num raio nos devora,
Do monstro que reprova,
No coração agora aperta.

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