sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O dia resplandecente

 

 ... e, a brisa cálida que senti proporcionaram-me o entendimento que o dia se adivinhava quente. Trajei o rosto com os óculos de sol e, encetei o trajecto de casa para o emprego.

Sete horas, quarenta e, cinco minutos era a hora assinalada no relógio, requintadamente, apenso na parede do hall da entrada.

Semblante alegre, timbre de voz envelhecido mas simpático fez-se ouvir num agradável e, sonante bom dia, assíduo. Retorqui … “Agradecida, um ténue e, delicado dia para si” e, prossegui na direcção ao elevador.

Premi o botão, a porta abriu-se e, o algarismo três foi premido e, as portas metálicas se uniram. Subitamente, um ruído se fez estridente e, o meu semblante, abruptamente, surpreendeu-se. O tremor semelhantemente, trajou-o.

Por instantes, fiquei inerte. Segundos depois, desobedeci à inércia e, os meus dedos tocaram o botão de alarme. Nenhum som se fez ouvir. Subitamente, o elevador moveu-se e, abruptamente estacionou no piso - 1 e, -2.

Repliquei e, elevei a voz. Nenhum eco se repercutiu. Debrucei-me e, desnudei no interior da minha mala o móvel e, reconheci a dispensa de rede. Digitei o número de emergência e, imediatamente uma voz se fez perceptível.

Sorri, suspirei, cerrei os olhos e, sussurrante implorei: “Por favor, importa-se de ligar para a minha empresa e, advertir que estou encarcerada no elevador entre o piso -1- e -2 roçando o limite da ostentação de serenidade. Sabe?! Sou claustrofóbica.".

Apressadamente a voz aquieta compreendeu-me e, permaneceu ao meu lado.

Retornados trinta cinco minutos e, vinte segundos pelo elevador encetei a saída e, lacrimosamente agraciei à voz acomodada do outro lado.

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