sábado, 22 de janeiro de 2011

MISTÉRIOS DO OLHAR



O olhar pode ser duro
como o aço
Pode ser claro
calmo e sereno
Pode ser
puro veneno
a castigar
Pode ser atento
ou indiferente
Pode tudo ver
ou nada enxergar
Quanto de amor
cabe num olhar
nos olhos do amado
a se derramar
Olhar que vê longe
Olhar que se esconde
Olhar que se entrega
Olhar fugidio
Olhar de tristeza
Olhar de alegria
Olhar perdido
Olhar que vagueia
Olhar objetivo
Olhar certeiro
Ah, o olhar...
quantos segredos
esconde
um simples
e singelo olhar.





Quantos segredos se escondem
Num singelo e simples olhar
Onde tudo se pode ver e nada se enxergar
Pode ser calmo e sereno
E quase nos pode cegar
Mas pode até ser veneno
Que acaba por nos matar

Se ele é como o aço, duro
Pode causar sofrimento
Mas se acaso é doce e puro
É esse olhar que eu procuro
P’ra acabar meu tormento

Pois é nesse olhar atento
Mas que eu não quero indiferente
Em que eu procuro o alento
Para que possa ser fermento
E em mim sinta latente

E quando couber nesse olhar
Da sua chama o ardor
Nele se vai encontrar
E se pode então achar
Toda a força do amor

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