quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MARIONETE


 
 
 
O meu nome é Marionete.

Os meus antepassados apareceram na Grécia vindos do Egipto.

Nesse tempo era sagrada.

Hoje não sou mais que um fantoche.

Presa por um fio agarrada às tuas mãos.

Actuo para uma sala vazia.
 
 
 
 
 
 
Neste espectáculo para o qual ninguém comprou bilhetes.

Represento muitos papeis sempre experimentais.

Ora me puxas e levanto a cabeça para o céu,

ora soltas um fio e a cabeça cai em direcção ao chão. 

Ora me fazes bater palmas, ora te cansas e me deixas as mão soltas para o vazio.
 
 
 
 
 
 
Caminho neste mundo como um fenómeno de atracção dos outros.

Muitas vezes a gerar a agressividade em mim que não estou para fantochadas…


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As marionetas transformam-se facilmente em enforcados.
As cordas já lá estão

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