Blog criado com o intuito de possibilitar diálogos poéticos através de uma criação interativa entre seus participantes. Poderá ser proposto um tema com uma ilustração, ou ainda, apenas a ilustração, para que cada um expresse suas impressões de forma criativa, construindo um texto de origem coletiva. Esse texto poderá pertencer a qualquer uma das categorias, quer seja prosa, conto, poesia, soneto etc. Dêem asas à imaginação...
sábado, 13 de novembro de 2010
Dona Coruja
De olhos esbugalhados ela me assusta
Fico pensando em fantasmas e bruxas
Em uma floresta escura e sem saída
Pobrezinha não escolheu ser assim
Ou mesmo ser personagem das noites
Iluminadas pela lua da imaginação
Mesmo que um pio arrepiante
Percorra sua espinha por inteiro
Seja complacente com o diferente
Porque feiúra não é sinônimo de maldade...
QUEM SOU EU?A SAUDADE?

Sou o momento que o orvalho deixa de namorar a flor
e se torna apenas mais uma gota do rio...
As marcas dos dedos femininos
deixadas na umidade da taça de vinho vazia;
O consentimento perdido do beijo esperado;
A despedida do telefonema desejado
em que não se diz nem se ouve as palavras
Imaginadas...
A adolescência que me abandonou
deixando aqui maduro um corpo
que sabe de cor as cambalhotas
e aventuras tantas
mas que não se atreve mais aos riscos...
Mas sou também o cheiro que sua nuca deixou em minhas mãos...
Sou a esquina que dobra a rua
Que me leva ao quarto
Que me leva ao canto
Que acende o abajur
Que abre o caderno
Que cheira a mão esquerda
E escreve com a direita
Como foi bonito de se ver o momento exato
em que a lua de hoje já apareceu atrevida como nunca...
Não me Peçam Razões...

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
Uma Visão Celeste!
Incrível tua alma bela: — um colar:Áuricos são teus olhos em meus dias,
Luas de esmeraldas: — doce alegria!
(Uma silhueta de luz a me amar!...)
Meu amor: — quero teus lábios de mar:
—Aurora boreal, — Canta ventania!...
Rimo versos de amor com melodia...
Curto tua veste duma cor solar!
Beijo teu rastro, ao som da minha vida...
No ocaso sinto o bronze incontido,
Saio do papel com tinta. (— um metal!...)
Inda ecoam teus cabelos; um mistério
Zurzindo minha alma ao etéreo!...
— Álamo:- Tenho teus pés no final.
O amor é o amor. E depois?

Quem já leu faça favor de reler. Quem não leu leia. E volte a ler. Uma, duas, três vezes.
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”
Só nós dois

Só nós dois
Só nós dois
Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor, forte, profundo...
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo
Anda, abraça-me...
Beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esqueça o que vai na rua
Vem ser meu, eu serei tua
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Ca; dentro da nossa porta.
Só nós dois é que sabemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
As torturas dos desejos
Vamos viver o presente
Tal-qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será.
Só nós dois
Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor, forte, profundo...
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo
Anda, abraça-me...
Beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esqueça o que vai na rua
Vem ser meu, eu serei tua
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Ca; dentro da nossa porta.
Só nós dois é que sabemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
As torturas dos desejos
Vamos viver o presente
Tal-qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será.
Escrevias pela noite fora. Olhava-te, olhava!

Escrevias pela noite fora.
Olhava-te, olhava!
Escrevias pela noite fora.
Olhava-te, olhava
o que ia ficando nas pausas entre cada sorriso.
Por ti mudei a razão das coisas,
faz de conta que não sei as coisas que não queres
que saiba, acabei por te pensar com crianças à volta.
Agora há prédios onde havia laranjeiras e romãs
no chão e as palavras nem o sabem dizer,
apenas apontam a rua que foi comum, o quarto estreito.
Um livro é suficiente neste passeio.
Quando não escreves estás a ler e ao
lado das árvores o silêncio é maior.
Decerto te digo o que penso baixando
a cabeça e tu respondes sempre com
a cabeça inclinada e o fumo suspenso no ar.
As verdades nunca se disseram.
Queria prender-te, tornar a perder-te, achar-te
assim por acaso no meu dia livre a meio da semana.
Mantêm-se as causas iguais das pequenas alegrias,
longe da alegria,
a rotina dos sorrisos vem de nenhum vício.
Este abandono custa.
Porque estou contigo e me deixas
a tua imagem passa pelas noites sem sono,
está aqui a cadeira em que te sentaste
a escrever lendo.
Pudesse eu propor-te vida menos igual,
outras iguais obrigações.
Havias de rir, sair à rua, comprar o jornal.

Cinzas
A última brasa ardeu na cinza adusta:
Tudo passou, tudo se fez em poeira...
E na minha alma, que o abandono assusta,
Morre a luz da esperança derradeira.
O amor mais casto, a aspiração mais justa
Têm a desilusão para fronteira...
Um momento de sonho às vezes custa
O sacrifício da existência inteira!
Chama efêmera, o amor!
Baldado surto,
A glória!
Ah!
Coração mesquinho e raso...
Ah!
Pensamento presumido e curto...
E o amor, que arrasta, e a glória, que fascina,
Tudo se perderá no mesmo ocaso
E se confundirá na mesma ruína.
Olhava-te, olhava!
Escrevias pela noite fora.
Olhava-te, olhava
o que ia ficando nas pausas entre cada sorriso.
Por ti mudei a razão das coisas,
faz de conta que não sei as coisas que não queres
que saiba, acabei por te pensar com crianças à volta.
Agora há prédios onde havia laranjeiras e romãs
no chão e as palavras nem o sabem dizer,
apenas apontam a rua que foi comum, o quarto estreito.
Um livro é suficiente neste passeio.
Quando não escreves estás a ler e ao
lado das árvores o silêncio é maior.
Decerto te digo o que penso baixando
a cabeça e tu respondes sempre com
a cabeça inclinada e o fumo suspenso no ar.
As verdades nunca se disseram.
Queria prender-te, tornar a perder-te, achar-te
assim por acaso no meu dia livre a meio da semana.
Mantêm-se as causas iguais das pequenas alegrias,
longe da alegria,
a rotina dos sorrisos vem de nenhum vício.
Este abandono custa.
Porque estou contigo e me deixas
a tua imagem passa pelas noites sem sono,
está aqui a cadeira em que te sentaste
a escrever lendo.
Pudesse eu propor-te vida menos igual,
outras iguais obrigações.
Havias de rir, sair à rua, comprar o jornal.
Cinzas

Cinzas
A última brasa ardeu na cinza adusta:
Tudo passou, tudo se fez em poeira...
E na minha alma, que o abandono assusta,
Morre a luz da esperança derradeira.
O amor mais casto, a aspiração mais justa
Têm a desilusão para fronteira...
Um momento de sonho às vezes custa
O sacrifício da existência inteira!
Chama efêmera, o amor!
Baldado surto,
A glória!
Ah!
Coração mesquinho e raso...
Ah!
Pensamento presumido e curto...
E o amor, que arrasta, e a glória, que fascina,
Tudo se perderá no mesmo ocaso
E se confundirá na mesma ruína.
RELAXA ... ESCUTA ... e ADMIRA!

Caminha de 10 a 30 min todos os dias...
Sorrindo enquanto caminhas.
Ora na intimidade com Deus pelo menos
10 min cada dia.
Em segredo, se for necessário.
Escuta boa música todos os dias, é um
autêntico alimento para o espiríto.
Ao levantar-te de manhã, fala ... "Deus,
meu Pai... Obrigado por este novo dia".
Vive com os 3 "E":
ENERGIA, ENTUSIASMO e EMPATIA.
Participa de mais brincadeiras que no
ano passado.
Sorri mais vezes que o ano passado.
Olha para o Céu pelo menos uma vez
por dia, sente a majestosidade do
mundo que te rodeia.
Sonha mais, estando acordada.
Coma mais alimentos que crescem
nas árvores e nas plantas e menos
alimentos industrializados.
Coma nozes e frutas silvestres.
Toma chá verde, muita água e
um cálice de vinho ao dia
(cuida de brindar sempre por
alguma das muitas coisas belas
que existem em tua vida e, se
possivel, fá-lo em companhia
de quem amas).
Trata de fazer rir, pelo menos,
a 3 pessoas por dia.
Elimina a desordem de tua casa,
teu carro e teu escritório e deixa que
uma nova energia flua em tua vida.
Não gastes teu precioso tempo em
fofocas, coisas do passado, pensamentos
negativos ou coisas fora do teu controle.
Melhor investir tua energia no positivo
do presente.
Toma nota: a vida é uma escola e tu
estás aqui para aprender.
Os problemas são lições passageiras,
o que aprendes com elas é que fica.
Toma o café da manhã como um rei,
almoça como um príncipe e janta como
um mendigo.
Sorria mais.
Não deixes passar a oportunidade de
abraçar quem você preza
UM ABRAÇO!!!
A vida é muito curta para desperdiçar
o tempo odiando alguém.
Não te tomes tão a sério.
Ninguém o faz.
Não precisas ganhar cada discussão.
Aceita o desacôrdo e aprende da outra.
Fica em paz com teu passado para não
estragar o teu presente.
Não compares tua vida com a dos outros.
Não fazes ideia como foi o caminho que
eles tiveram que trilhar na vida.
Ninguém está tomando conta de tua
felicidade a não ser você mesmo.
Lembra que não tens o controle dos
acontecimentos mas do que fazes
deles, sim.
Aprende algo novo cada dia.
O que os outros pensam de ti
não é de tua incumbência.
Ajuda sempre os outros, que semeias
hoje, colherás amanhã.
Não importa se a situação é boa ou
ruim, ela mudará.
Teu trabalho não cuidará de ti quando
estiveres enfermo.
Teus amigos sim.
Mantem-te em contato com eles.
Descarta qualquer coisa que não
for útil, bonita ou divertida.
A inveja é uma perda de tempo.
Tu já tens o que precisa.
O melhor está ainda por vir.
Não importa como te sintas:
levánta-te, veste-te e participa.
Ama sempre com todo o teu ser.
Liga para teus parentes com frequência
e manda-lhes e-mails dizendo: Oi! Estou
com saudades de todos voces!
Cada noite antes de deitar dá graças a
Deus por mais um dia vivido.
Lembra que estás demasiado abençoado
como para estar estressado.
Desfruta da viagem da vida.
Só tens uma oportunidade, tira
dela o maior proveito.
A VIDA É BELA, DESFRUTA DELA
ENQUANTO PODES.
DEUS TE ABENÇÕE.
Sorrindo enquanto caminhas.
Ora na intimidade com Deus pelo menos
10 min cada dia.
Em segredo, se for necessário.
Escuta boa música todos os dias, é um
autêntico alimento para o espiríto.
Ao levantar-te de manhã, fala ... "Deus,
meu Pai... Obrigado por este novo dia".
Vive com os 3 "E":
ENERGIA, ENTUSIASMO e EMPATIA.
Participa de mais brincadeiras que no
ano passado.
Sorri mais vezes que o ano passado.
Olha para o Céu pelo menos uma vez
por dia, sente a majestosidade do
mundo que te rodeia.
Sonha mais, estando acordada.
Coma mais alimentos que crescem
nas árvores e nas plantas e menos
alimentos industrializados.
Coma nozes e frutas silvestres.
Toma chá verde, muita água e
um cálice de vinho ao dia
(cuida de brindar sempre por
alguma das muitas coisas belas
que existem em tua vida e, se
possivel, fá-lo em companhia
de quem amas).
Trata de fazer rir, pelo menos,
a 3 pessoas por dia.
Elimina a desordem de tua casa,
teu carro e teu escritório e deixa que
uma nova energia flua em tua vida.
Não gastes teu precioso tempo em
fofocas, coisas do passado, pensamentos
negativos ou coisas fora do teu controle.
Melhor investir tua energia no positivo
do presente.
Toma nota: a vida é uma escola e tu
estás aqui para aprender.
Os problemas são lições passageiras,
o que aprendes com elas é que fica.
Toma o café da manhã como um rei,
almoça como um príncipe e janta como
um mendigo.
Sorria mais.
Não deixes passar a oportunidade de
abraçar quem você preza
UM ABRAÇO!!!
A vida é muito curta para desperdiçar
o tempo odiando alguém.
Não te tomes tão a sério.
Ninguém o faz.
Não precisas ganhar cada discussão.
Aceita o desacôrdo e aprende da outra.
Fica em paz com teu passado para não
estragar o teu presente.
Não compares tua vida com a dos outros.
Não fazes ideia como foi o caminho que
eles tiveram que trilhar na vida.
Ninguém está tomando conta de tua
felicidade a não ser você mesmo.
Lembra que não tens o controle dos
acontecimentos mas do que fazes
deles, sim.
Aprende algo novo cada dia.
O que os outros pensam de ti
não é de tua incumbência.
Ajuda sempre os outros, que semeias
hoje, colherás amanhã.
Não importa se a situação é boa ou
ruim, ela mudará.
Teu trabalho não cuidará de ti quando
estiveres enfermo.
Teus amigos sim.
Mantem-te em contato com eles.
Descarta qualquer coisa que não
for útil, bonita ou divertida.
A inveja é uma perda de tempo.
Tu já tens o que precisa.
O melhor está ainda por vir.
Não importa como te sintas:
levánta-te, veste-te e participa.
Ama sempre com todo o teu ser.
Liga para teus parentes com frequência
e manda-lhes e-mails dizendo: Oi! Estou
com saudades de todos voces!
Cada noite antes de deitar dá graças a
Deus por mais um dia vivido.
Lembra que estás demasiado abençoado
como para estar estressado.
Desfruta da viagem da vida.
Só tens uma oportunidade, tira
dela o maior proveito.
A VIDA É BELA, DESFRUTA DELA
ENQUANTO PODES.
DEUS TE ABENÇÕE.
A Mulher
Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!

Queria ser a rosa do teu olhar...
Para teus lábios beijar
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para no teu sonhar poder vaguear
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para na rebeldia da vida
Enroscar-me em teu corpo perdida.
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para segurar tua mão
E contigo mergulhar,
Na espuma de teu coração.
Abro os braços ao céu erguidos
Recebo neles teus beijos em mim perdidos
Vivo loucos momentos ao te tocar,
Mas tudo isto porque...
Queria ser a rosa do teu olhar.
Para teus lábios beijar
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para no teu sonhar poder vaguear
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para na rebeldia da vida
Enroscar-me em teu corpo perdida.
Queria ser a rosa do teu olhar...
Para segurar tua mão
E contigo mergulhar,
Na espuma de teu coração.
Abro os braços ao céu erguidos
Recebo neles teus beijos em mim perdidos
Vivo loucos momentos ao te tocar,
Mas tudo isto porque...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A MULHER PARA SER LINDA.
Tem que ter algo a fascinar.Tem que ter na boca um mel,
e levar seu homem ao céu.
Ser criança, e nunca perder a
esperança.
Ser forte para buscar caminhos
e ultrapassar espinhos.
Para ser linda a mulher...
Tem que ser ternura e
não perder a doçura.
Percorrer sonhos, enfrentar
realidades tem que ser pai
e mãe.
Acalmar a alma e passear
nas horas, perder às vezes
a razão.
Tem que gostar de preto ao
rosa, e falar da cor ao mundo.
Com emoção.
Tem que ter desejos, saciar
anseios e falar da paz ao mundo
sem medo.
Tem que ter pecados, carregar
beijos molhados "ser e deixar de
ser".
Viver amores para ter a certeza
que no fim só teve verdadeiramente
um...
A mulher para ser linda...
"Tem que ter muita imaginação
para conseguir seu mundo na mão".
O SEGREDO DE UMA MULHER.

O segredo da mulher
não está só no sexo.
Está no seu mundo
complexo de ser...
Está nas suas manhas
e artimanhas cobertas
pelo olhar puro de querer.
Está ao alcance das suas
emoções quando pedidas
pelas inquietações,
desprendidas num sorriso
ensurdecedor.
Quando vivida na mais
intensas intenções onde
toma conta o instante
assustador provocando
a alegria, a tristeza, e
a dor.
O segredo da mulher é
o mais difícil de se ter,
mas pode ser o mais
fácil quando ela quer
acontecer.
É poço sem fundo, sem
direção, é poesia, é
alegria, e imaginação.
É qualquer coisa sem forma
Enfim, que torna os homens
operários, das buscas que
não tem FIM.
não está só no sexo.
Está no seu mundo
complexo de ser...
Está nas suas manhas
e artimanhas cobertas
pelo olhar puro de querer.
Está ao alcance das suas
emoções quando pedidas
pelas inquietações,
desprendidas num sorriso
ensurdecedor.
Quando vivida na mais
intensas intenções onde
toma conta o instante
assustador provocando
a alegria, a tristeza, e
a dor.
O segredo da mulher é
o mais difícil de se ter,
mas pode ser o mais
fácil quando ela quer
acontecer.
É poço sem fundo, sem
direção, é poesia, é
alegria, e imaginação.
É qualquer coisa sem forma
Enfim, que torna os homens
operários, das buscas que
não tem FIM.
A CHUVA DOS OLHOS.
Chove.Na fonte das águas, chove.
Na fronte das lágrimas do
pretérito calado.
Lavando a chuva dos olhos
cansados.
Chovendo nos mares, nos
mares amados.
Há quanto tempo você não
chora?
Há quanto tempo seus olhos
não são inundados por lágrimas,
por estas pequenas gotas que
parecem nascer em nosso
coração?
Há quanto tempo?
Assim como o fenômeno natural
da precipitação atmosférica, a
chuva, realiza o trabalho de
purificar a terra, a água e o ar,
também nossas lágrimas têm
essa função.
A de limpar nosso íntimo, a de
externar nossas emoções, sejam
elas de alegria ou de pesar.
Precisamos aprender a expressar
nossos sentimentos.
Nossa cultura possui conceitos
arraigados, como o de que homem
não chora, que surgem em nossas
vidas desde quando crianças, na
educação familiar, e acabam por
internalizarem-se em nossa alma,
continuando a apresentar
manifestações na vida adulta.
Sejamos homens ou mulheres
na Terra, saibamos que todos
rumamos para a busca da
sensibilidade, do auto
descobrimento, e da expressão
de nossos sentimentos.
Tudo que deixarmos guardado
virá á tona, cedo ou tarde.
Se forem bons os sentimentos
contidos, estaremos perdendo
uma oportunidade valiosa de
trazê-los ao mundo, melhorando
nossas relações com o próximo
e conosco mesmo.
Se forem sentimentos desiquilibrados,
estaremos perdendo a chance de
encará-los, de analisá-los e de
tomar providências para que
possam ser erradicados de nosso
interior.
As barreiras que nos impedem de
nos emocionar, de chorar, são muitas
vezes as mesmas que nos fazem
pessoas fechadas e retraídas.
Barreiras que carecemos romper,
para que nossos dias possam ser mais
leves, mais limpos, como a atmosfera
que recebe a água da chuva, e nela
encontra sua purificação.
A chuva dos olhos fazem um bem
muito grande.
Desabafar, colocar para fora o que
angustia nosso íntimo, ou o que lhe
dá alegria, é um exercício precioso.
Um hábito salutar.
Dizer a alguém o quanto o amamos,
quando este sentimento surgir em
nosso coração- mesmo sem um
motivo especial, será sempre
uma forma de fortalecimento de laços.
De construção de uma união mais feliz,
e principalmente, um recurso para
elevarmos nossa auto-estima, nosso
auto-amor.
Deus nos concedeu a chuva para regar
os campos, para tornar mais puro o ar.
Também nos presenteou com as
lágrimas, para que as nossas paisagens
íntimas pudessem ser regadas, e para
que os ares do Espírito encontrassem
a pureza.
PENSEMOS NISSO!!
IDADE.

As coisas que aprendi na Vida.
... Porque viver é aprender a Viver!!!
05 anos
Aprendi que peixinhos
dourados não gostam de
gelatina.
06 anos
Aprendi que não dá para
esconder brócolis no copo
de leite.
08 anos
Aprendi que meu pai
pode dizer um monte
de palavras que eu
não posso.
09 anos
Aprendi que minha
professora sempre me
chama quando eu não
sei a resposta.
11 anos
Aprendi que os meus melhores
amigos são os que sempre me
metem em confusão.
12 anos
Aprendi que, se tenho
problemas na escola,
tenho mais ainda
em casa.
13 anos
Aprendi que quando meu
quarto fica do jeito
que quero, minha mãe
manda eu arrumá-lo.
14 anos
Aprendi que não se deve
descarregar suas frustrações
no seu irmão menor, porque
seu pai tem frustrações
maiores e mão mais pesada.
25 anos
Aprendi que nunca devo
elogiar a comida de
minha mãe, quando estou
comendo alguma coisa
que minha mulher preparou.
29 anos
Aprendi que se pode fazer,
num instante, algo que
vai lhe dar dor de
cabeça a vida toda.
35 anos
Aprendi que quando minha
mulher e eu temos
finalmente uma noite sem as
crianças, passamos a
maior parte do
tempo falando delas.
37 anos
Aprendi que casais que
não tem filhos, sabem
melhor como você deve
educar os seus.
40 anos
Aprendi que é mais
fácil fazer amigos do
que se livrar deles.
42 anos
Aprendi que mulheres
gostam de ganhar flores,
especialmente sem motivo
algum.
43 anos
Aprendi que não cometo
muitos erros com a
boca fechada.
44 anos
Aprendi que existem duas
coisas essenciais para um
casamento feliz:
contas báncarias e banheiros
separados.
45 anos
Aprendi que a época que
preciso realmente de
férias, é justamente quando
acabei de voltar delas.
46 anos
Aprendi que você sabe
que sua esposa o ama,
quando sobram dois bolinhos
e ela pega o menor.
47 anos
Aprendi que nunca se
conhece bem os amigos,
até que se tire férias
com eles.
48 anos
Aprendi que casar por
dinheiro é a maneira
mais difícil de consegui-lo.
49 anos
Aprendi que você pode
fazer alguém ganhar o dia,
simplesmente, mandando-lhe
um pequeno cartão.
50 anos
Aprendi que a qualidade
de serviço de um hotel é
diretamente proporcional
a espessura das toalhas.
51 anos
Aprendi que crianças e avós
são aliados naturais.
52
Aprendi que quando chego
atrasado ao trabalho, meu
patrão chega cedo.
54 anos
Aprendi que o objeto
mais importante de um
escritório é a lata de lixo.
57 anos
Aprendi que é legal
curtir o sucesso, mas
não se deve acreditar
muito nele.
63 anos
Aprendi que não posso
mudar o que passou, mas
posso deixar prá lá.
64 anos
Aprendi que a maioria
das coisas com que me
preocupei nunca acontecem.
66 anos
Aprendi que todas as
pessoas que dizem que
dinheiro não é tudo,
geralmente têm muito.
67 anos
Aprendi que se você espera
se aposentar para começar
a viver, esperou tempo
demais.
72 anos
Aprendi que quando as
coisas vão mal, eu não
tenho que ir com elas.
88 anos
Aprendi que amei menos
do que deveria.
90 anos
Aprendi que tenho
muito a aprender.
Pense nisso e viva cada
minuto como se fosse o
último de sua vida...
Aprendi que você sabe
que sua esposa o ama,
quando sobram dois bolinhos
e ela pega o menor.
47 anos
Aprendi que nunca se
conhece bem os amigos,
até que se tire férias
com eles.
48 anos
Aprendi que casar por
dinheiro é a maneira
mais difícil de consegui-lo.
49 anos
Aprendi que você pode
fazer alguém ganhar o dia,
simplesmente, mandando-lhe
um pequeno cartão.
50 anos
Aprendi que a qualidade
de serviço de um hotel é
diretamente proporcional
a espessura das toalhas.
51 anos
Aprendi que crianças e avós
são aliados naturais.
52
Aprendi que quando chego
atrasado ao trabalho, meu
patrão chega cedo.
54 anos
Aprendi que o objeto
mais importante de um
escritório é a lata de lixo.
57 anos
Aprendi que é legal
curtir o sucesso, mas
não se deve acreditar
muito nele.
63 anos
Aprendi que não posso
mudar o que passou, mas
posso deixar prá lá.
64 anos
Aprendi que a maioria
das coisas com que me
preocupei nunca acontecem.
66 anos
Aprendi que todas as
pessoas que dizem que
dinheiro não é tudo,
geralmente têm muito.
67 anos
Aprendi que se você espera
se aposentar para começar
a viver, esperou tempo
demais.
72 anos
Aprendi que quando as
coisas vão mal, eu não
tenho que ir com elas.
88 anos
Aprendi que amei menos
do que deveria.
90 anos
Aprendi que tenho
muito a aprender.
Pense nisso e viva cada
minuto como se fosse o
último de sua vida...
A IMENSA ALEGRIA DE SERVIR.
Onde houver uma árvore para plantar,planta-a tu;
onde houver um erro para corrigir,
corrige-o tu;
onde houver uma tarefa que todos
recusem aceita-a tu.
Toda natureza é um desejo de serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve
o sulco.
Sê quem tira
a pedra do caminho,
o ódio dos corações
e as dificuldades dos
problemas.
Há a alegria de ser sincero e
de ser justo; há, porém, mais
que isso, a imensa alegria de
servir.
Como seria triste o mundo se
tudo já estivesse feito, se não
houvesse uma roseira para
plantar, uma iniciativa para
lutar!
Não te seduzam, as obras fáceis.
É belo fazer tudo que os outros
se recusam a executar.
Não cometas, porém o erro de
pensar que só tem merecimento,
executar as grandes obras; há
pequenos préstimos que são
bons serviços:
enfeitar uma casa,
arrumar uns livros,
pentear uma criança.
Aquele é o que critica,
este é o que destrói;
Sê tu o que serve.
O serviço não é tarefa só
de seres inferiores.
Deus, que dá o fruto e a
luz, serve.
Poder-se-ia chamá-lo assim:
"Aquele que serve
E Ele, que tem os olhos em
nossas mãos, nos pergunta
todo dia:"serviste hoje?"
A quem?
À árvore,
A teu amigo,
À tua mãe?"
VOO ETERNO.

As palavras
- este limitado recurso que possuímos
para tentar transmitir conceitos que
muitas vezes transcendem a realidade
material que nos cerca.
Diante de tal limitação, os Escritos
Sagrados das diferentes tradições
religiosas frequentemente lançam
mão de párabolas e metáforas.
As párabolas representam um símbolo
externo que torna acessível uma
realidade interna.
O semeador que lança as sementes
em todos os tipos de solo, sem distinção.
O amor que emana das mãos daquele
que cultiva.
O solo que representa o nosso coração,
que devemos trasnformar em terra
fértil e acolhedora.
As metáforas, conforme nos recorda o
poeta, são pontes poéticas que o amor
constrói e que fazem ligação entre coisas
e conceitos.
E dentre todas as metáforas utilizadas
pelas Escrituras, uma das mais belas é
uma passagem dos Escritos da Fé Bahá Í.
Que compara o nosso corpo a uma gaiola,
e a alma humana a uma ave que nela
habita.
Imaginar que o espírito pereça ao morrer
o corpo, é como imaginar que o pássaro
morra ao quebrar-se a gaiola.
Nosso corpo é apenas a gaiola, enquanto
o espírito é o pássaro.
Nada tem o pássaro que recear, porém,
com a destruição da gaiola.
No dia em que a terra reclamar de volta
o pó que compõe o nosso corpo, que
alturas haverá de alcançar em seu voo
a ave da nossa alma?
Aproveitar os breves e incertos dias da
nossa jornada terrestre, para fortalecer
as asas do nosso espírito.
Asas do espírito!
A pureza de coração, e a generosidade
da alma.
O ser amante e defensor da alma.
O cuidado com o próximo, com o
pobre e o necessitado.
Da mesma forma que para garantir a
saúde física precisamos nos alimentar
adequadamente...
O bem-estar da nossa alma depende
de uma nutrição espiritual adequada.
Uma dieta espiritual balanceada, onde
estejam presentes na medida devida.
A Caridade,
A Compaixão,
A Justiça,
O Amor e,
O Perdão.
Ao fim de cada dia, avaliar-se as nossas
ações, atitudes, pensamentos e palavras
serviram para fortalecer as asas do nosso
espírito.
Os pássaros não voam o quanto querem,
mas o quanto podem.
Para se alcançar as sublimes alturas, asas
fortalecidas se fazem necessárias.
As aves,
a beleza da sua plumagem, as melodias de
seu canto inebriante, a suavidade do seu
livre voar pelo espaço aberto.
Metáforas visuais e poéticas a nos recordar
de que existem outras realidades, belas e
sutis, além da nossa superficial rotina dos
dias e das horas.
Cada dia é precioso, cada hora é sagrada.
Aproveitar nossa breve peregrinação pelo
tempo-espaço para acumular virtudes e
bens imateriais, de valor eterno.
Viver de tal forma que a cada dia avancemos
um pouco mais em direção à nossa Bem -
Aventurança.
Bem-Aventurados os que aspiram tornar-se
Filhos da Luz.
Bem- Aventurados os puros de coração.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Olhos de seda entrelaçando fios
nos olhos de minha alma rota
pelos desgastes dos sonhos
intangíveis e desfeitos:
tramas puídas sem possibilidades
aparentes de remendos ,
esgarçadas pela voracidade
de traças impiedosas...
Mas, fiandeiras de magias
as meninas de teus olhos
pacientemente são artesãs
da reesperança e recuperam
com luzes invisíveis
e canções inaudíveis,
minhas crenças no amanhã...
URDINDO O DESTINO

.
.
.
Os olhos, habituados à luz, suavizam a tormenta, procurando o fio condutor da construção do labirinto. E, a pouco e pouco, vão bebendo a escuridão.
Quando se insinua o repouso, o horizonte, feito recompensa, parece mesmo ali, o longe tornado perto. É quando, à tardinha, se ouve o murmúrio do regato, e as aves entoam o seu mais belo canto.
Mas de longe chega o rumor da zanga das águas, rumo perdido em torrente impetuosa. Qualquer coisa que se foi, outro tanto que se teima em procurar...
.
.
.
Os olhos, habituados à luz, suavizam a tormenta, procurando o fio condutor da construção do labirinto. E, a pouco e pouco, vão bebendo a escuridão.
Quando se insinua o repouso, o horizonte, feito recompensa, parece mesmo ali, o longe tornado perto. É quando, à tardinha, se ouve o murmúrio do regato, e as aves entoam o seu mais belo canto.
Mas de longe chega o rumor da zanga das águas, rumo perdido em torrente impetuosa. Qualquer coisa que se foi, outro tanto que se teima em procurar...
.
PALAVRA DE DEUS

Uma Mensagem do Pai
Amado Pai, aqui me apresento, senti que tem uma mensagem para transmitir e me pede para eu me levantar. E assim o faço, no Amor e Serviço.
Eu sou luz, Eu sou luz, Eu sou luz.
Venho hoje através de você, venho agora.
Envolvo todos os meus filhos em meu Amor.
Eu sei que seus sentidos não têm o alcance para sentir e nem para compreender a dimensão do meu Amor por vocês e o que isto significa, mas mesmo assim, Eu os envolvo nele.
Eu os curo cada vez que me pedem; eu os liberto; eu tento afastá-los dos abismos; tento libertá-los de cadeias e cadeias que lhes são impostas pelos outros e por vocês mesmos.
Agora eu venho de novo para manifestar meu Imenso Amor por vocês, por cada um.
Pai, o que há? Sente-se aflito?
Esses sentimentos humanos não fazem parte de mim, ainda que em sua compreensão é comparável a isto.
Já estou acostumado com o passar do seu tempo, séculos e séculos, a ver como meus filhos entram em círculos viciosos de dúvidas e karmas uma e outra vez, e não podem sair disso.
Agora é a oportunidade, agora é a sua oportunidade.
Agora faço chegar a vocês a hora da REDENÇÃO, a hora da LIBERAÇÃO...
Por que não me ouvem, filhos?
Não veem que sou um Pai desesperado porque vocês vêm para o meu lado?
Não veem que não podem continuar nesse estado em que se encontram?
Felicito àqueles que me reconhecem todo dia, me orgulho dos que despertam e me veem, mas minha atenção não está nestes, e sim naqueles que andam perdidos, naqueles que caminham entre as trevas e me culpam por suas vidas, por seu estado, por suas calamidades.
Rogo a vocês, Amados Filhos, que podem me ver, me sentir, eu lhes rogo, orem por seus irmãos perdidos, ajudem seus irmãos cegos, entreguem-nos a mim em silêncio, envolvam-nos na chama violeta que transmuta, peçam assistência da LUZ para eles.
Eu os Amo, todos os meus filhos.
Este é o meu manifesto, e para isso você se levantou.

A porta
Ante a porta trancada, envolta em luz, lua verde filtrada entre frestas,
detém o passo
o estranho caminheiro.
Ofega-lhe o peito
da longa estrada
de obstáculos percorrida.
Turvos os olhos
do sal dos caminhos.
Trêmulas as pernas
do peso dos abismos.
Crestada a pele
dos mil sóis de mil meios-dias.
Ali, prestes a ter
da busca a recompensa,
não vê com os olhos
o que os olhos desejam ver.
A porta.
Fechada sem trinco.
Lacrada sem lacre.
Inefável em sua existência
de simples existir.
Fluida e concreta.
Opaca e luminosa. A porta.
Abstração de aço e chumbo.
Fim em si mesma.
E o viajante, ali,sonhador incorrigível,
sugado dos ventos de lentos caminhos,
vê na porta intransponível todo o mistério de sua própria vida.

VÍDEO, GRATIAS!
Em queda livre,
caia de boca na mediocridade!
Tenha a futilidade da pluma ao vento:
lave os seus pentelhos com shampoo de ervas
escove seus olhos com o creme dental mais branco
lave ruas roupas com a fumaça do erotismo
e seja gay no horário nobre da TV;
coma o horóscopo de cada dia e sorria o riso branco de silicone.
É preciso profanar
os seios virgens da bailarina azul
e amar metaforicamente
todas as putas e travestis.
Caia de boca
na boca do mundo
e viva a média de sua classe
através das lentes de um falso cristal.
Afinal, será essa a única dor que não dói?

A dor
A dor é azul como o azul de rosas inexistentes
diáfana e suave
sabe a cheiros de mar a dor
triste e azul como o mar
a dor é fria é gelo é aço
corta em pedaços o ser a dor não sofre fazendo sofrer
a dor não chora
fazendo chorar
e o sal que à boca chega
tem cheiro de mar
do mar não vem a dor
do ar não vem a dor
do fogo não vem a dor
queima afoga expira
no peito em dor
a própria dor.

Amor sem fim
rompeu-se o dique às dores
a afogar-me o frágil barco
às ondas insanas em dor tornadas
e vêm-me aos olhos vagas sombras
em véu de angústia a tolher-me o pranto
em vão me esbaldo no remar inútil
em vão me esforço a sofrer calado
ondas de triste espanto a dor navega
só e profundamente só me sinto
tendo por prazer a dor da entrega
e pulsa em mim a angústia total
fujo de mim e em mim me afogo
em mar de escolhos de espanto em dor
sou o marinheiro triste a fugir do porto
para a fatal viagem de um amor sem fim.

Velho dragão
Vou-me consumindo em chamas
sopradas por um velho dragão
e enquanto sofro me renovo
a nascer e renascer a cada instante.
Não bastam, no entanto, as chamas
a devorar em lenta agonia o peito em dor:
mais que a voraz consumição,
mata-me aos poucos o sonho inútil
de ver em ti transformada a fera rude.
Embora saiba que és tu a alma
do monstro que habita as cavernas de meu ser,
pressinto-te amando-me mais
quanto mais me consome a vida a chama desse amor.
És o deus vingador em línguas de fogo tornado,
para trazer a mim o sentido profundo
de ter-te em chamas a queimar meu peito,
de viver em morte cada segundo em que asseguro amar-te mais que à própria dor.
Vou-me consumindo em chamas
sopradas por um velho dragão
e enquanto sofro me renovo
a nascer e renascer a cada instante.
Não bastam, no entanto, as chamas
a devorar em lenta agonia o peito em dor:
mais que a voraz consumição,
mata-me aos poucos o sonho inútil
de ver em ti transformada a fera rude.
Embora saiba que és tu a alma
do monstro que habita as cavernas de meu ser,
pressinto-te amando-me mais
quanto mais me consome a vida a chama desse amor.
És o deus vingador em línguas de fogo tornado,
para trazer a mim o sentido profundo
de ter-te em chamas a queimar meu peito,
de viver em morte cada segundo em que asseguro amar-te mais que à própria dor.

Salada geral em 1978
Sou poeta!
Poeta? Poeta!? Estranha palavra, esta.
Poeta... Lembra-me
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac.
Parnasiano até no nome - alexandrino.
Mar não sou ourives,
como posso ser poeta?
Busco apenas as palavras e brinco com elas.
Palavras em “estado de dicionário”
como já disse o Drummond.
E vou construindo versos mancos
- como a própria vida.
(É inútil não querer filosofar
através de uma comparação ou de uma metáfora
metida a besta).
Mas vou brincando com as palavras
- inúteis?
Sei lá! Talvez o sejam (mas não quero pensar nisso).
Abro a janela (bonita palavra - janela! Já
pensaram se não houvesse janelas no mundo?
Um pobre poeta não poderia olhar para fora!)
Olho os meus companheiros e estão taciturnos.
Drummond também já disse isso.
Só não disse por que estão taciturnos:
as esperanças que eles nutrem são também inúteis.
Voltemos à janela: abro-a ou já estava aberta?
Não importa!
Olho o mundo, ou melhor, o Brasil!
Vejo a ilha de paz e tranquilidade.
Vejo a felicidade (para não dizerem que não rimei)
de uns poucos burgueses - burgueses: palavra fora de moda
(desde que Oswald escreveu sua ODE AO BURGUÊS).
Melhor dizendo: uns poucos executivos e tecnocratas
- FELIZES - sob a batuta do presidente.
Melhor fechar a janela
para não ver a miséria de salário-mínimo
as favelas do BNH
os trombadinhas
os motoristas de táxi
os professores
os médicos
o jovem estudante cheio de ideais
o contista mineiro
e a orquestra sinfônica...
Se sou poeta, como fazer poesia
na desesperança?
Para que brincar com as palavras?
Ver o tempo presente?
Ou ser um fingidor?
Contestar? Protestar?
Gritar? Berrar?
Escrever versos que ninguém lerá?
Pichar as paredes e os muros?
Virar monge tibetano? Tomar LSD
e vender a alma numa feira hippie?Talvez ao Poeta baste
o sorriso de uma criança
-desdentada - desnutrida - maltrapilha -
para ver o futuro da Grande Nação.
Com suas usinas atômicas
e as águas de Itaipu.
Com reus rios e matas.
Rios - São Francisco, Pirassununga, Verde, Grande -
IPANEMA.
Matas - da Cantareira, do Cipó, Atlântica -
cartões postais dos saudosistas.
Riquezas do meu Brasil
transformadas em dólares e ienes.
O ar puro vendido ao peso de ouro
da especulação imobiliária.
Fechemos, rápido, fechemos
todas as janelas!
Vedemos todas as frestas!
Cerremos todas as cortinas!
Alguém já disse que a Poesia morreu:NÃO ASSISTAMOS AOS SEUS FUNERAIS!

VIADUTOS
I
À sombra do viaduto,
olhos ferozes contemplam a cidade.
Traçam planos absurdos
enquanto mastigam pedaços de pão
para aplacar a fome do cheiro de cola.
Ninguém está imune.
São todos, todos culpados.
Os vermes virão da terra
e quebrarão os vidros dos automóveis de luxo.
São ratos nauseabundos
a misturar-se aos perfumes franceses
de lojas elegantes.
Não há ratoeiras que os prendam.
Não há polícia que os detenha.
Estão todos, todos perdidos.Eles dominarão a terra,
farão compreender aos burgueses
quão frágeis se tornaram
as estruturas sociais.Os ratos só sabem
do roncar de suas barrigas.
Ignoram planos traçados
nos gabinetes oficiais.
São ratos, apenas ratos,
a arrepiar estruturas sociais.
Enquanto isso, a cidade
olha as estrelas difusas
e escreve leis para abolir os ratos.
II
O viaduto inchou e explodiu.
Dos escombros pulularam ratos
que assombraram os planejadores.
Tomaram de assalto
gavetas ministeriais.
Surgiram aos bandos
dos punhos de renda dos homens da lei.
Seus guinchos gravaram
em discos a laser de duplas caipiras.
Seu fedor implacável
grudou-se para sempre
nas notas de câmbio
de bancos oficiais.
Seus pelos entrelaçaram-se
às peles mais caras
das putas de luxo.
Seus dentes podres abocanharam
as trufas importadas
no prato do velho banqueiro.
Seus olhos de sangue assustaram
meninos inocentes da bolsa de valores.
E quando tudo perdido parecia,
a lei salvadora estampou-se
na página primeira de todos os jornais, revogando disposições em contrário:
DE AGORA EM DIANTE, PROÍBEM-SE OS VIADUTOS!
III
No ano de dois mil duzentos e vinte,
um viajante estelar aqui pousou:
com técnicas estranhas começou
a buscar as causas do estranho vazio.
Encontrou cidades intactas
e obras mil de raro saber.
Nos campos, as árvores vergavam
de frutos repletas.
Mares e oceanos abrigavam
peixes, crustáceos e mamíferos
de espécimes estranhas
aos olhos atentos do esperto viajante.
Mesmo os morros e planaltos,
as florestas e matagais
pássaros, flores, feras possuíam,
num quadro perfeito
de harmonia natural.
Faltava, apenas, ao viajante
examinar com mais rigor
as águas paradas dos rios antigos.
O olho eletrônico da máquina alienígena
aos olhos estupefatos do experiente viajante
revelou a presença aos milhares,
em formas primitivas e mutantes,
do velho e conhecido vibrião da cólera.

Miseráveis
Busco em ti,
prostituta de Paris,
o mesmo que sempre vi na Roma dos travestis;
reconheço em ti,
menino de rua,
das ruas de São Paulo,
a verdade ainda nua
que sempre sofri;
revejo em ti,
gueixa-mulher do Japão,
toda a discriminação
que sempre combati;
associo a ti,
negro pobre de Nova Iorque,
tndo o assédio torpe
do capital que te rodeia;
renego em ti,
muçulmana entrevista,
a religião fundamentalista,
a tecer a teia
da escravidão;
desprezo em ti,
jovem do morro de Janeiro,
promessas de ano inteiro,
que te fazem governantes;
bichas e negras,
gueixas e pobres,
do mundo das trevas.
à luz que vos encobre,
tendes em tudo toda a dor
de terdes, à margem da margem,
o esgoto do amor
num pão que vos dais
a podre sociedade
que vós ameaçais.
Fim do sonho
Em transe, como ao ópio acorrentado,
revisito o mundo num verso de Pessoa.
Acompanha-me em si mesmo mergulhado o poeta em multifantasmas enigmáticos
a sorrirem o sorriso triste de ironia lusa.
Talvez a ver do mundo as naus que nunca
do porto à espera jamais zarparam,
desfeitas em nós de nadas e espumas.
Loucos ambos, loucos todos, a mim, ao poeta
e seus eus (caminhamos num mundo já previsto
por deuses falsos e falsas crenças
a vir-a-ser do caos o eterno instante)
parece tornar o futuro que já passou,
nos piscas-piscas de velozes máquinas,
na planta murcha à entrada do arranha-céu
de um céu virtual - tristes todos - eu e
meus poetas - a rezar o credo dos ateus -
como deuses, como deuses vãos em madeiros
rotos, como em raios de tormentas
à luz do semi-inverno, fogos fátuos
de insanidade à luz do néon, do néon de mil,
de milhões de luminosos que anunciam
- para breve -
o
fim
do
sonho.
revisito o mundo num verso de Pessoa.
Acompanha-me em si mesmo mergulhado o poeta em multifantasmas enigmáticos
a sorrirem o sorriso triste de ironia lusa.
Talvez a ver do mundo as naus que nunca
do porto à espera jamais zarparam,
desfeitas em nós de nadas e espumas.
Loucos ambos, loucos todos, a mim, ao poeta
e seus eus (caminhamos num mundo já previsto
por deuses falsos e falsas crenças
a vir-a-ser do caos o eterno instante)
parece tornar o futuro que já passou,
nos piscas-piscas de velozes máquinas,
na planta murcha à entrada do arranha-céu
de um céu virtual - tristes todos - eu e
meus poetas - a rezar o credo dos ateus -
como deuses, como deuses vãos em madeiros
rotos, como em raios de tormentas
à luz do semi-inverno, fogos fátuos
de insanidade à luz do néon, do néon de mil,
de milhões de luminosos que anunciam
- para breve -
o
fim
do
sonho.
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