quinta-feira, 16 de dezembro de 2010



Tu és a
esperança, a madrugada.
Nasceste nas tardes
de setembro
quando a luz é perfeita
e mais doirada,
e há uma fonte crescendo
no silêncio da boca mais
sombria e mais fechada.

Para ti criei palavras
sem sentido, inventei brumas,
lagos densos, e deixei no ar
braços suspensos ao encontro
da luz que anda contigo.

Tu és a esperança onde
deponho meus versos
que não podem ser mais nada.
Esperança minha, onde meus
olhos bebem fundo, como
quem bebe a madrugada.

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