sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Paul Désiré Trouillebert (1829–1900)

La Servante du harem.

Correnteza

Laís Fernanda Borges



O rio dita o ritmo
Com suas águas,
Que nunca são as mesmas.
O rio de nossas vidas
É onipresente relógio.
Onde o conjunto
Hora,
Minuto
E segundo
Formam a correnteza
Cuja água parece a mesma,
Mas não é a que se vê agora.

Ao acabar este poema
O que você viu
Vai pertencer ao ontem:
O segundo que passou
Já virou lembrança,
Cristalizada na memória
E enterrada no coração.

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