sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Libertya...





Abro os olhos e deparo-me com as diferenças...
As que marcam as minhas presenças...
Traços que outrora escondera, abafara ou
simplesmente não mostrara
por medo, de mim, da esfera não assentada...


Impulsividade, talvez a palavra que melhor me defina...
Volatilidade, algo com que se escreve a minha sina...
Sensibilidade, a que crava a minha cruz...
Inconstância, o terrivel guia que me produz...
Intensidade, como caraterística intrínseca...
Liberdade, no pensamento.. sempre...
Como o sangue que corre em mim livremente...


De larva a borboleta? Ou envolta num casulo com chave dourada?
Um acordar que negava ao fio da navalha...
Para mim um libertar... Aos outros um estranhar...
Um casulo que se abre... Uma nova "Eu" que nasce...


Alma cravada e gravada em espinhos afiados,
Os que nunca dei a picar mas com os quais me feri,
Rosas que revelei em dias de calor, os que criei por amor,
Hoje esmagam-se em pegadas minhas... as que não pedi...


Mudança... A que se adivinha... Sinto-a aproximar...
Desejo-a, no meu ser se instala... Deixo-a se entranhar...
Como duna que se forma ao sabor do vento...
Como chuva que cai na bruma feita a meu tempo...





Algo já antigo, mas que me continua a dizer muito... Há duas coisas das quais não podemos fugir, a morte... e a mudança. Aprendi a aceitar a ulitma, não com leveza, mas com ensinamento...

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