sábado, 27 de novembro de 2010

Balada para uma tarde cinzenta


Lisboa, chave do Mundo
Em teus olhos fotografado
Barco a perder-se no fundo
Onde o mar fica a teu lado 

Na memória da carreira
Com destino para Goa
Uma canção derradeira
Na despedida a Lisboa 

Se levanto a minha voz
E a junto à tua paisagem
Não sei de milhas ou nós
Mas quero ir na viagem

Nesta cinza prolongada
Entre Lisboa e Cacilhas
Memórias de quase nada
Barcos e nomes de ilhas

Na tarde que não existe
Fora da folha e da escrita
O tempo fica assim triste
Lisboa está sempre bonita

Lisboa, chave do Mundo
Porto de me sentir seguro
Foto que dura um segundo
Entre o passado e o futuro

Entre a cidade e a memória
Entre sons quase perdidos
No teu olhar leio a História
E percebo os seus sentidos 

No meio do nevoeiro
Digo-te adeus por sinais
Passavas no Limoeiro
Já chegaste aos Olivais

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