quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Terça-feira, Março 30, 2010

É na prisão que morremos abraçados




Agarro a tua luz
mal te desenhas em tons cálidos
e a tua cor se entrelaça
no desejo dos meus dedos, ávidos de ti.

Com um murmúrio envergonhado,
inundas a leitura dos meus gestos
e estrangulas vendavais
em demoras calculadas pelo corpo.

Adenso-me
no fundo do teu verbo de água,
numa dança sem império,
e é na prisão que morremos abraçados.

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