quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Terça-feira, Março 23, 2010

Mudem todos que eu estou bem





No avesso dos dias,
vivemos entre exércitos de maldizer
e legiões amorfas a acreditarem no que parece.

Suspendemos o alento com o credo na boca
entrincheirados na virtude que não temos,
disparamos aromas
com o sabor torto a fel, direito a todos.

Mas, nesta inutilidade
de só vermos nos outros a culpa marcada na pele,
sem procurarmos os ciscos nos próprios olhos,
ninguém tem culpa de nada e, por isso,
todos somos suspeitos.

Vivemos sem nada palpável
entre as mãos do presente e o corpo do futuro,
numa trágica aparência de anjos
à espera que os demais tudo resolvam.

“- Mudem todos que eu estou bem.”

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