quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Terça-feira, Março 16, 2010

Li o teu livro






Li o teu livro até de madrugada
e já me ardiam os olhos
quando adormeci a percorrer-te nas entrelinhas.

Pintavas o meu corpo,
com as mãos nos segredos do teu,
de olhar traquina,
como se estivesses presa à felicidade
de um faz de conta de menina.

Mostraste-me todas as telas
penduradas nas paredes do teu corpo,
que se foi abrindo
à medida que as nossas palavras faziam amor.

Acordei abraçado à luz das tuas linhas,
de olhos a arder na tua pele garrida de ideias
e desperto para continuar a ler a tua realidade.

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