quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Terça-feira, Abril 07, 2009

Subimos




Subimos. Os degraus,
à medida que os pés os deixavam,
partiam-se. Arcámos o peso do regresso no transpor
do parapeito, definitivo na pilha de paus
para trás. A escada, construída por nós,
desconjuntou a noite. Como saída única,
eu e tu nos gonzos.
Eu, como tu, um olhar às escuras, aceso
nas palavras. De mãos geladas lá fora,
atirei-me para cima, já dentro,
no calor do balão insuflado.
Tu, um peixe fora da água. Multipliquei
os teus suspiros nos meus. Caímos
num chão sem volta às mãos do coração.
De ambos, a marchar em disparos, soldados.

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