quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tentativa de poema (II)


Deusas e putas

Minha amiga,
Somente o peso do dever
Arrisca estrangular,
Sem o saberes,
A vaga libertária de ti, indecisa.
E é a nudez da leveza
Que te seduz na procura de recantos,
Na rotina de caprichos redutores,
Vestidos de fogo aos ombros despidos,
Sem o sentires,
Na razão esmagada ao prazer
Como canalha esganada no vício.
Esgravatas equilíbrios
Que desvendas inventados
Na deusa e na puta
Que há dentro de ti,
Na existência amealhada
De inventários impossíveis,
Na procura de essências que viveste,
Sem os viveres,
Para saberes viver como sabes.
Ou então minha amiga,
Sabes, sentes e vives,
E eu é que estou estrangulado,
Viciado em caprichos seguros,
Corrompido na recusa demarcada
De deusas e putas.

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