sábado, 23 de outubro de 2010

Solidão



Solidão

Todos os dias,
ao cair da noite,
A solidão vem e deita-se ao meu lado.

Fico observando,
calado.

Ela acende um cigarro e,
silenciosamente,
Brinca com os desenhos
que a fumaça descreve no ar.

Seus movimentos lentos,
sua indiferença.

Seu rosto é pálido e seu olhos parecem estar fitando
Algum ponto além das paredes do quarto.

Percebo que ela é bonita...

O que estará ela pensando?

Jamais vou saber(...)

Mas o que importa?

Ela está aqui.

Como estará também no outro dia quem sabe?

Acho que aprendi a gostar dela,
como uma doce companhia.

Se ela demora a chegar,
fico impaciente

Quem diria?

Se não vier,
me sentirei só...

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