domingo, 24 de outubro de 2010

RELÓGIO


RELÓGIO

Sou ermitão confesso...
E minha ousadia
é o bom conviver de um poeta
que me fiz...

De um jeito sutil
que não é minha virtude mais atenta
pois sou mais
de alarde...
construi ladeiras em paralelepípedos
que expõe montanha minha

onde escorrem meus segredos
que não queria contar...
onde meus joelhos dobram
de cansaço e emoção...
onde abdiquei da solidão e silêncio
e fui ao extremo da paixão...
onde não sucumbi a meu vicio
que é a emoção

meu algoz que é a exposição
que me impôs castigo...
pois o que é certo em mim
é o contra-senso
o livre arbítrio desperdiçado
e essa noção empobrecida
do que vai ser a vida
por eterna
a vida por relógio é feia...

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