domingo, 24 de outubro de 2010

reaver-me




Sei pelos gradientes de ténue luz

que por vezes mal distingo,

que sou como estrelas distantes,

e minha alma se vai

em farrapos de translúcida memória

que me escapam sorrateiramente

transfigurando os contornos perfeitos

em que me surpreenderia... ver-me,

quero e sustento a vontade de me reaver

reunir todos as partículas, pedaços de mim,

mesmo aqueles que não me lembro!

enquanto isso, ganho asas para continuar planando,

enquanto espero por mim inteiro.

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