O OUTRO LADO DO EU
Abylyo Koelho, O outro lado do eu.
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Enquanto dormitava, sentia o pensamento deslizar para lá de si, esgueirando-se das prateleiras onde estava arrumada uma infinidade de ideias por eclodir.
Este, contudo, parecia ter vontade própria. Galgava, com o maior desplante, as fronteiras visíveis, e criava novos horizontes com a maior das naturalidades.
Não, aquele pensamento não era seu. Havia algo a movê-lo que o ultrapassava, que rompia as fronteiras do medo. E ele via-o ir, impotente, desenhando novas paisagens, novos sentires...
Mas, se não era seu, porque lhe doía tanto a sua impertinência? Porque o perturbava o seu bater de asas?
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Enquanto dormitava, sentia o pensamento deslizar para lá de si, esgueirando-se das prateleiras onde estava arrumada uma infinidade de ideias por eclodir.
Este, contudo, parecia ter vontade própria. Galgava, com o maior desplante, as fronteiras visíveis, e criava novos horizontes com a maior das naturalidades.
Não, aquele pensamento não era seu. Havia algo a movê-lo que o ultrapassava, que rompia as fronteiras do medo. E ele via-o ir, impotente, desenhando novas paisagens, novos sentires...
Mas, se não era seu, porque lhe doía tanto a sua impertinência? Porque o perturbava o seu bater de asas?
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