sábado, 30 de outubro de 2010

Na Chuva


É assim que te sinto, distanciada, sozinha,
Ao encher meus olhos em rios de lágrimas...
O que escreveram de uma lágrima minha
Tornam-se prantos vertidos nessas páginas...

E que nesse dia, melancólico e profundo,
Em que vivo, sem o amor de um encanto
Certamente, que ao entrar pelo teu mundo
Solitário, ermo, vou vivendo, entretanto...

Chove... Esperanças, renascem, morrem...
Assim estou, ao sabor, desse tempo até então
Enquanto a chuva cai, e as lágrimas escorrem,
Faço desse sonho, um alento ao coração...

Vagueio em meus sonhos... Vou te buscando...
Ouço brindes, ouço risos, afagos e cantoria,
Imagens de amor que por mim está passando
A chuva molha tudo, e certamente prenuncia...

Enquanto penso nesta mágoa, nesta tristeza,
Nas nostálgicas lembranças das madrugadas
Do amor que dediquei com tamanha certeza
A chuva destrói, esse amor nas enxurradas...

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