sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ironia das Lágrimas

 Se a angustia desse amor te crucifica
Não é o amor culpado da tua aflição
Ele deixou a herança e agora testifica
Da tua delicadeza, pureza e afeição

Estarás para sempre nos poemas
Nos poemas de amor e do que fica
Versos floreados dos teus temas
Na transfiguração de tua alma rica

Estás hoje na saudade consumida
Por lembranças, pelas flores e delírios
Com os sonhos, e uma triste despedida
Sem as jóias adornadas e sem os lírios

Mas é que a tua sublime trajetória
Na convulsão dos teus soluços tantos
Foi embebida de lágrima ilusória
Das águas vertidas dos meus prantos...


Sem comentários:

Enviar um comentário