quarta-feira, 27 de outubro de 2010

BALADA DE OUTONO

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O sol, no céu, brilhante,
Já derreteu a geada.
Amainando o frio cortante
Que desceu à madrugada.

Caídas das árvores nuas,
E em sono, ausentes de vida.
Folhas atapetam as ruas.
Qual paleta colorida.

Nos castanhos e amarelos,
A luz incide o seu brilho.
Por entre ramos singelos,
Raios solares abrem trilho.

Não há pássaros a chilrear,
Numa nota de alegria.
Não corta o céu a voar,
Qualquer ave, neste dia.

Ao silêncio da natureza,
Sobrepõe-se o mais soar.
É um homem, de certeza.
Lá muito ao longe, a falar.

E nesta beleza calma,
Carregada de nostalgia,
Eleva-se a minha alma
Em doce e trite sintonia.

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