sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Árvore da Vida
Antes de qualquer criação,
E antes da forma acabada
O Todo na imensidão
Sem forma e sublimação
Da Alma Luzente emanada

No mundo etéreo, invisível,
Mas pleno da Graça inaudita
Não tem formato visível,
Mas fala num som inaudível
Da Graça Suprema e Bendita

Seu nome transcende à Luz,
Na forma serena mais pura
Num ponto celeste reluz,
Abrange recria e produz
Cintila na forma Augusta

Aquele que É, que Foi e Será,
Na Graça que a vida apraz
Mistério que ainda será
Do fogo que não cessará
Do amor que nutre e que faz

Fonte que serve a um rio,
Rio que brota e não erra
Por mares, por tempos a fio
Que o olho humano não viu
Por sete canais que descerra

Abunda em mares profundos,
Nos vales, na grota, na serra
Tornando assim em dez mundos,
Divinos, plenos, fecundos
Formosos, lindos, na terra

Não podem romper e não tornam
Das águas sagradas infindas
Pois elas com força transbordam
No ponto de Luz que retornam
Às fontes mais puras e lindas

As formas sublimes ao léu,
Não podem jamais recuar
Dos dez atributos do céu,
Dos mundos ocultos num véu
Do Amor que não pode acabar

(Inspirado no Zohar e na Cabalá)

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